segunda-feira, 18 de julho de 2011

Assim Estava escrito

Densamente pessoal e traduzindo minhas experiências de espectador e estudioso de cinema, este blog procura ser guiado pelo conhecimento preciso e opiniões marcantes, não tedo a intenção de ser uma história abrangente do cinema mundial, mas sim, como o subtítulo indica, um olhar pessoal para alguns filmes e profissionais do cinema que eu amo e que, em muitos casos, tiveram um profundo impacto sobre minha própria formação artística. Criei os meus próprios parâmetros, sem medo de ser seletivo ou subjetivo demais. Falo sobre o que me comove ou intriga. É um trabalho de paixão, que precisa respirar, crescer e se desenvolver. Uma viagem verdadeiramente pessoal, assim como são pessoais os filmes especiais que desejo celebrar.

Rara oportunidade para o cinéfilo conhecer as engrenagens da indústria e penetrar nos métodos criativos de antigos profissionais do cinema, inclino-me naturalmente para o favorecimento de figuras subvalorizadas – aqueles artistas esquecidos ou artesãos não celebrados que, de alguma maneira, conseguiram comunicar uma visão original. Examino os seus triunfos e vicissitudes. Afinal, os velhos mestres ainda estão vivos na memória coletiva, têm algo a nos dizer e são uma fonte constante de inspiração. Ao sondar o passado, estamos na verdade apontando para o presente e o futuro. Em outras palavras, este blog é de fato concebido para colecionadores de filmes, amantes e estudantes de cinema. Minha esperança é a de que ele incentive a mágica da sétima arte, para que os filmes antigos não sejam esquecidos. É também um espaço para intercâmbio entre cinéfilos e colecionadores que buscam informações cinematográficas e livros sobre cinema, proporcionando aos aficcionados enriquecimento cultural, deleite e estudo. Tudo para celebrar o cinema - aquele tipo de cinema que deixou certa impressão enigmática.
Este blog é provavelmente tão importante para mim quanto um dos meus livros. A curiosidade constante, infatigável espírito de experimentação e idealismo apaixonado ajudam-me a manter o rumo.

domingo, 17 de julho de 2011

PACTO SINISTRO

Em PACTO SINISTRO, Hitchcock põe a língua de fora para o Carol Reed de “O Terceiro Homem”. A comparação entre os dois filmes é, sob todos os pontos de vista, desvantajosa para “O Terceiro Homem”, descontada a soberba interpretação de Orson Welles neste último. O celulóide de Reed é muito construído demais, muito virtuosístico demais. O de Hitchcock fica um passo além do virtuosismo - que possui - mas que não ressalta da construção. Consegue ele, de certo modo, o que Mallarmé consegue em poesia - ficando o Carol Reed de “O Terceiro Homem”, com relação a ele, mais ou menos na posição subsidiária de um Valéry, por exemplo. A beleza do processo artístico de Hitchcock resulta disso que, aparentemente, as tramas que ele engendra pouco mais querem que resolver problemas contrapontuais de ação. De posse de um fio geral de ação cria ele o que se poderia chamar de "labirinto simultâneo", paralelismo descontínuo - uma espécie de gongorismo de um barroco simples apesar de aparente complicação que revela. O crime de motivação estranha é em geral o elemento do qual parte para criar esse complexo sistema de movimentos entrecruzados dentro dos quais os seres só não se tocam por milagres de circunstância. De um simples entrechoque de pés de dois homens que se sentam um em frente ao outro num trem, e que dá a um deles a idéia de um crime, que muito tem do mundo de Kafka, resulta esse movimento fugado ao qual, como notas de música, os seres envolvidos ocasionalmente se incorporam, e do qual partem e para o qual revertem sob a fatalidade do inesperado que os impulsiona. Mas isso não significaria muito, e cairia no virtuosismo carolreediano, se Hitchcock não se aproveitasse do processo para dar grandes mergulhos na personalidade humana, para, em duas ou três imagens, pô-la a nu, fazê-la defrontar-se com uma situação determinada, da qual não é causa senão circunstancial. Isso o torna o maior mestre do moderno "suspense" em qualquer arte narrativa.

sábado, 16 de julho de 2011

Querelle

Hoje em dia, a produção em massa e a popularidade dos Filmes gls são evidentes, com proliferação de mais de cem festivais sobre o tema em todo o mundo e êxitos como “As Horas (2002), em que são lésbicas as protagonistas (Meryl Streep, Julianne Moore e Nicole Kidman) das três histórias em torno de uma novela de Virginia Woolf. Um boom de formato e qualidade variada, com muitos longas aborrecidos e outros mais honestos, desenhando personagens sem caricatura, diferente dos primeiros passos homossexuais na história do cinema.
O cinema acatou, ao longo de décadas, códigos rígidos e controle sobre a identidade e o comportamento de seus personagens. Ainda assim, a homossexualidade está presente desde a sua invenção. Na Dinamarca, o genial diretor Carl Th. Dreyer narrou explicitamente a atração de um escultor por um jovem que adota como filho em “Mikael” (1924). Na Alemanha, cuja capital fora até a ascenção de Hitler tratada como metrópole gay da Europa e sede da primeira organização do mundo a combater a intolerância sexual, Richard Oswald dirigiu “Diferente dos Outros” (1919), com Conrad Veidt interpretando um violonista gay que acaba se matando. Mesmo sendo um sucesso de público, da obra original preservou-se apenas 30 minutos numa cópia de má qualidade. “Fridericus-Rex-Zyklus” (1922) fez menção à orientação sexual do imperador Frederico, o Grande. No entanto, nenhuma filme da época ousou tanto como “Senhoritas em Uniforme” (1932), de Leontine Sagan e com um elenco totalmente feminino. Retrata a vida num internato, destacando uma ardente e inequívoca história de amor entre duas jovens mulheres. Terminou banido pelo regime nazista e muitas das suas participantes tiveram que fugir do país.
Nos anos 1930, Marlene Dietrich, vestida de fraque e cartola, atira uma flor para uma mulher na platéia e, em seguida, a beija nos lábios, durante um número musical em “Marrocos”(1930); Mae West, depois de uma bebedeira, acorda na cama de outra senhora em “Noite Após Noite” (1932); Greta Garbo interpretou uma monarca masculinizada em “Rainha Cristina” (1933). Eram exceções em Hollywood, afinal a censura, de fato, reprimia o cinema impondo códigos moralistas adotados pelos grandes estúdios. Até 1969, zelando uma suposta moral, o Código Hayes proibiu questionamentos “não humorísticos” sobre gays e lésbicas em qualquer filme norte-americano. Já nas festas privadas, tudo era bem distinto. As inclinações sexuais dos galãs e vamps da Babilônia moderna eram respeitadas sem o mesmo pudor das telas. O pai do cinema, David W. Griffith, era um gay notório. A diva russa Alla Nazimova, estrela de “Camille” (1921), militava seu lesbianismo. As irmãs Lillian e Dorothy Gish eram amantes. O alemão Emil Jannings, o primeiro a receber o Oscar de Melhor Ator, preferia rapazes. Clark Gable começou como garoto de programa, tendo entre seus clientes, o diretor de “My Fair Lady”, George Cukor. Greta Garbo, a Divina, era lésbica. Joan Crawford gostava de ambos os sexos. O brilhante diretor F. W. Murnau morreu num acidente de carro com a “pomba” do seu motorista asiático na boca. James Whale, do clássico “Frankenstein” (1931), não escondia seu homossexualismo.
O controle moral nas telas foi ainda mais maniqueísta durante e pós-Segunda Guerra Mundial, quando a tradição familiar revelou-se intocável e não se casar gerava desconfiança. Astros e estrelas do porte de Rodolfo Valentino, Ramon Novarro, Burt Lancaster, Rock Hudson, Arletty, Cary Grant, Jack Palance, Montgomery Clift, James Dean, Claudette Colbert, Robert Taylor, Troy Donahue, Tab Hunter, Barbara Stanwyck, Charles Laughton, Dirk Bogarde ou Alan Bates não davam nas vistas, mas foram obrigados a assumir publicamente romances heterossexuais, temendo a decepção dos fãs e o fracasso. Ao terminar um sólido relacionamento com Randolph Scott, Cary Grant tentou se matar. Gary Cooper foi proibido pelo chefão da Paramount de ser visto ao lado de um amigo delicado e inseparável, Andy Lawler, com quem habitava sob o mesmo teto. A imprensa tanto alimentava ruídos sobre esses casos como vendia o silêncio em troca de muitos dólares. A corrosiva colunista Hedda Hopper durante muito tempo tirou o sossego do ator Montgomery Clift, tendo em mãos uma cópia de queixa-crime por atentado ao pudor.
Os atrevimentos e a quebra de tabus morais ficaram por conta dos cineastas europeus, como o escritor e dramaturgo Jean Genet que realizou “Chant d’Amour” (1950), e Roger Vadim, que enfatizou uma atração lésbica entre Elza Martinelli e Annette Stroyberg em “Rosas de Sangue” (1961), talvez o seu melhor filme. Diretor menor, o italiano Vittorio Caprioli fez sucesso com o corajoso “Ascensão e Queda de Madame Royale” (1969), em que um ex-dançarino gay, que ama passar suas tardes de sábado vestido de mulher com seus amigos, acaba se metendo em encrenca quando é forçado a se tornar informante da polícia para ajudar sua filha adotiva e se apaixona por um policial. Nessa época, os Estados Unidos trataram o tema discretamente em “Infâmia” (1961), de William Wyler, contando os efeitos devastadores dos mexericos escandalosos envolvendo duas professoras (Audrey Hepburn e Shirley MacLaine) num colégio interno de garotas, e “Tempestade sobre Washington” (1962), de Otto Preminger, sobre um escândalo sexual entre senhores em altas esferas políticas.

De lá pra cá, surgiram centenas de filmes enfocando a temática GLS. Atualmente, os asiáticos Ang Lee e Stanley Kwan são referência na cinematografia gay. Além deles, os franceses André Tèchiné e François Ozon, os espanhóis Ventura Pons e Pedro Almodóvar, o alemão Werner Schroeter, o grego Constantine Giannaris e os norte-americanos Todd Haynes e Gus van Sant.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AVATAR


Não tenho grandes problemas em afirmar que o 3D não trouxe rigorosamente nada de positivo ao cinema, e tenho poucas ou nenhumas dúvidas de que se tratou apenas de uma jogada comercial. A técnica não é nova, já existia desde os anos 50, e há uma razão pela qual nunca “pegou”: é caro. Muito caro. E foi apenas na década de 00 que se chegou ao ponto de ser financeiramente viável filmar (ou converter) em 3D. É essencialmente ilusão e o brincar com a percepção de profundidade, coisa que o cinema faz desde sempre. Portanto, continuo – não céptico – mas com a plena noção de que não é, simplesmente, necessário. Mesmo dentro dos géneros em que é mais comum – acção, aventura, animação – já foram feitos filmes no passado que continuam, inclusive nos dias de hoje, a ser tão ou mais espectaculares que o “Avatar”. Os filmes de acção do James Cameron ou dos irmãos Scott eram em “2D” e conseguiam ser o epítome da adrenalina e diversão; a trilogia de “O Senhor dos Anéis” idem e será para sempre um marco na história do cinema; um realizador comoChristopher Nolan continua a fazer filmes de acção que derrubam barreiras e fá-lo sem precisar de 3D; o período áureo da Disney implicava animação desenhada à mão e continua actual. A única excepção que consigo encontrar chama-se Pixar – são os únicos que aceito que tirem a taxa do meu bolso, mas são também génios. E até eles já fracassaram.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jules e Jim

De dez em dez anos revejo “Jules e Jim” (esqueça o infeliz título brasileiro “Uma mulher para dois”), obra maior de Francois Truffaut, que faz frente a “Os inconpreendidos” e “A noite americana”. A verdade é que a cada audição, o filme fica melhor. Na chuvosa noite natalense da terça 12 de julho, “Jules e Jim” me pareceu ainda mais intenso e poético, Jeanne Morreau ainda mais linda e a amizade dos protagonistas ainda mais leal. Há pouco o que se dizer de novo sobre o filme, supra resenhado e comentado que foi. Já se falou quase tudo sobre sua narrativa ágil, sobre sua amoralidade quase inocente, sobre a poesia em cada fotograma. Há quem ache que o filme verse sobre um triângulo amoroso. Na verdade, o filme fala sobre amizade, em sua potência máxima. Uma amizade que resiste ao tempo, a uma guerra mundial e até mesmo a uma mulher como Catherine. Deveria ser obrigatório para cada ser humano assistir a “Jules et Jim” pelo menos uma vez na vida. Ah, segue acima a cena em que a musa Jeanne Morreau canta “La tourbillon”. E a foto acima, do trio correndo em uma plataforma de trem, é de uma cena que tornou-se há muito um ícone cinematográfico, tendo sido citada e homenageada em diversos filmes como “Os sonhadores” e “Canções de amor”.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

CONTRA O TEMPO




O capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) acorda num trem em frente a uma mulher que nunca viu e que o chama pelo nome de Sean. Ao olhar no espelho, ele percebe que o rosto não é o dele, mas sim do tal Sean. 8 minutos depois uma explosão acontece no trem e Colter acorda numa cápsula, onde uma mulher num computador está falando com ele. Ela se chama Goodwin, e o explica que ele está sendo transportado para achar quem plantou a bomba no trem, e que ele tem 8 minutos pra isso. Ele é novamente enviado para o trem, onde as mesmas coisas que aconteceram da outra vez se repetem (A mulher de frente pra ele, fala com ele, uma outra derrama café no seu sapato, entre outras coisas) Colter acha inicialmente que é um teste e consegue achar a bomba no banheiro do trem. Mas não acha quem a plantou. Depois de 8 minutos a bomba explode novamente e Colter volta para a cápsula. Com o decorrer do filme isso vai acontecendo varias vezes e as poucos vão explicando a Colter o que está havendo. Na verdade, o capitão Colter estava fazendo parte de um programa ultrasecreto do governo denominado Source Code que através de equações de física quântica consegue enviar a mente de Colter para o corpo de um homem que estava no trem que explodiu por 8 minutos antes da explosão. O objetivo é descobrir quem foi que plantou a bomba La, já que esse terrorista prometeu plantar outra bomba no centro de Chicago. Colter passa a de todas as formas tentar achar o terrorista, mas ao mesmo tempo tenta descobrir mais sobre si mesmo. Ele começa em cada viagem a perceber boas qualidades na mulher que está na sua frente, chamada Cristina (Michelle Monaghan), e começa a tentar salva-la também. Mas Goodwin e o criador do programa Rutledge dizem que não é possível isso, porque o que aconteceu, aconteceu. Não importa o que ele faça, a realidade deles não será alterada.


Em uma de suas buscas sobre si mesmo enquanto estava no trem, Colter descobre através da internet que ele já está morto faz dois meses. Ele volta para a cápsula e finalmente revelam a ele toda a verdade. Ele foi gravemente ferido em combate no Afeganistão e so partes do seu cérebro continuam funcionando. Na verdade, aquela cápsula onde ele se encontra, a visão que ele tem do computador onde Goodwin fala com ele, nada mais são do que frutos de sua imaginação. Ele está em estado comatoso, e so o seu cérebro funciona.


Colter faz um trato com Rutledge de que após essa missão, descobrir o assassino, Rutledge vai deixa-lo morrer em paz.


Colter volta e descobre o terrorista, que se chama Derek Frost. Ele volta com a informação e o cara é preso antes de cometer outro ato de terrorismo (ele ia soltar uma bomba radioativa e matar millhares de pessoas). Colter pede para Goodwin que o ajude uma ultima vez, deixando ele entrar no trem de novo para salvar os passageiros do trem. Goodwin o alerta de novo que é impossível, porque já aconteceu. Os passageiros já morreram. Mas ele quer ir e ela o manda de novo para o trem e promete que depois disso vai desligar o suporte de vida do corpo de Colter. (ao contrario do que queria Rutledge, que quebraria a promessa feita a Colter, apagaria suas memórias e o faria ser um “agente” dentro do Source Code para sempre)


Colter volta ao trem então pela ultima vez, Goodwin vai então até o local onde o corpo de Colter estava em coma. E La vemos que na verdade so havia a metade de cima do corpo dele. Ela então desliga os aparelhos dele depois dos 8 minutos.


No trem, Colter consegue parar o terrorista, prende-lo, e aproveita o que ele acha ser seu ultimo minuto para beijar Cristina. Mas quando ele percebe, ele não morreu. Ele desse do trem, que chegou bem a Chicago e percebe que na verdade, o Source Code não era so uma lembrança, mas sim criava realidades alternativas. E Colter passa a viver nessa realidade alternativa com Cristina.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O VENCEDOR


1993. Dicky Ecklund (Christian Bale) teve seu auge ao enfrentar o campeão mundial Sugar Ray Leonard em uma luta de boxe, colocando a pequena cidade de Lowell no mapa. Até hoje ele vive desta fama, apesar de ter desperdiçado a carreira devido às drogas. O filme começa mostrando um documentário que está sendo feito sobre Dicky, e onde ele apresenta seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg), que tenta agora a sorte no mundo do boxe, sendo treinado por Dicky e empresariado por Alice (Melissa Leo), sua mãe. Só que a família sempre o coloca em segundo plano em relação a Dicky, o que impede que Micky consiga ascender no esporte. A situação muda quando ele passa a namorar Charlene Fleming (Amy Adams), que o incentiva a deixar a influência familiar e tratar a carreira de forma mais profissional. Isso acaba fazendo com que Charlene bata de frente com Alice e as irmãs de Micky.
Numa noite, Dicky acaba se envolvendo em confusões com a policia e é preso, Dicky que tentava ajudado é levado pra cadeia também. Micky é liberado e finalmente percebe o quanto seu irmão estava lhe fazendo mal. Dicky é condenado e levado a passar um tempo na prisão. La, ele assiste o documentário que estava sendo feito a seu respeito. Na verdade, o documentário é sobre o uso de Crack na America e mostra diversas vezes Dicky se drogando e como isso está acabando com ele.
Enquanto isso, Micky, com a ajuda de bons empresários e treinadores começa uma trajetória ascendente, vencendo varias lutas seguidas.
Antes da luta que o credenciaria para disputar o cinturão, Micky vai até a prisão visitar o irmão que o aconselha a como vencer a luta.
Apesar de não aceitar de inicio, Micky usa a tática do irmão e vence a luta, se credenciando para disputar o cinturão. Antes da luta do cinturão porem, Dicky é solto e vai até Micky, o que gera uma grande confusão com Charlene e os novos treinadores e empresários de Dicky.
Mas então, Dicky vai até a casa de Charlene, promete que está sem usar drogas desde que foi pra cadeia e ajuda todos a ficarem em paz, inclusive Charlene e a mãe de Micky.
No fim, todos passam a ficar juntos com Micky pra grande luta, que claro, Micky vence e fica com o cinturão dando novamente orgulho a sua pequena cidade de Lowell.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Transformers-3


Em 1961, a Arca, uma nave especial dos cybertrons, a unica esperança deles na Guerra contra os decepticons, depois de atingida na fuga de cybertron, acaba caindo na lua. A NASA detecta e a mando do presidente Kennedy adianta o programa espacial para ir a procura da nave e em 1969 eles a encontram.


No presente, os autobots trabalham para o governo americano em missões secretas para paz no mundo. Em uma missão em Chernobyl eles descobrem um artefato que veio da Arca. O paradeiro da Arca na lua é então revelado aos Autobots (Está no lado da lua que não é visível pelos satélites, conhecido como Lado Escuro da Lua {Dark side of the moon, sacou?})pelo governo americano, e eles partem em direção a lua, onde acham em estado comatoso o criador da Arca e antigo líder Autobot Sentinel Prime.
Optimus o traz de volta a terra e usa a energia da sua matriz para revive-lo.
Sentinel revela que a Arca na verdade era uma nave capaz de teletransportar qualquer coisa. Na nave que caiu na lua, estão 5 pilares necessários para que a maquina funcione. No entanto será necessário achar outras centenas de pilares.
Enquanto isso, Sam Witwicky (Shia Labeouf) vive com sua nova namorada Carly Spencer, que o banca, já que depois da faculdade ele não conseguiu achar emprego. Alem disso, Sam fica com ciúme da relação de Carly com seu extremamente bem sucedido chefe Dylan Gould (Patrick Dempsey). Sam arruma um empreguinho cuidando da correspondecia de uma grande firma e la acaba recebendo informações secretas de um colega de trabalho chamado Jerry Wang, que lhe conta tudo sobre a Arca e depois é assassinado pelo condor decepticon laserbeak. Sam, consegue fugir depois de ser atacado pelo mesmo decepticon, e ao pedir ajuda ao governo, é ignorado e humilhado pela agente responsável do governo. Sam decide então fazer sua própria investigação contactando Seymour Simmons, o antigo agente da Unidade 7 da CIA e agora escritor de livros de conspiração.
Eles descobrem que os decepticons, através de sondas russas descobriram a Arca e os pilares antes dos americanos e dos autobots e que os centenas de pilares que estão faltando já estão com eles. O plano dos decepticons era que os autobots trouxessem Sentinel Prime de volta a vida, pois ele era o único capaz de fazer a Arca funcionar. Sam avisa o governo, que com as provas acredita nele e coloca todos para levar Sentinel Prime para a base segura do governo. No entanto quando conseguem chegar La, Sentinel Prime revela que fez um trato com os decepticons para a sobrevivência da raça e foge com os pilares, matando Ironhide (era um carro cinza).
Sentinel Prime usa os pilares para transportar centenas de decepticons para a terra. Enquanto isso, Sam descobre que Gould trabalha para os decepticons. Gould fazia tudo que eles precisavam na terra para por em pratica o plano dos decepticons de Trazer o planeta inteiro Cybertron para substituir a terra. Ele seqüestra Carly.
Por conta disso tudo, os autobots são exilados da terra, e no momento que eles estavam na nave saindo, os decepticons lançam uma bomba que explode a nave. Com o caminho livre, eles fazem de Chicago o seu quartel general e destroem completamente o lugar matando milhares de pessoas. O plano dos decepticons é trazer seu planeta para a terra e usar os humanos como escravos para reconsruir a terra.
Sam, vai até Chicago para achar Carly que está La seqüestrada por Gould, e chegando La, ele descobre que os Autobots estão vivos. Eles so fingiram irem embora para ter o elemento surpresa.

Bom, aí acontecem milhares de explosões e confusões e no fim
Sam derrota Gould e salva Carly, e depois de Carly ter posto uma pilha errada em Megatron, o líder dos decepticons, (Ela diz a ele que Sentinel é que será o líder, e que megatron, muito ferido desde sua ultima luta com Optimus prime, ficará em segundo plano) Ele parte pra cima de Sentinel e o derrota no momento que Sentinel ia matar Optimus. Optimus se recupera (apesar de ter perdido um braço) e consegue matar tanto Sentinel quanto Megatron, impedindo que eles trouxessem Cybertron para a terra.

Thor

Thor
Todos que conhecem a saga do personagem nos quadrinhos sabem que se excetuando algumas fases (como as lideradas por Walt Simonson e Jack Kirby), o herói nunca foi sinônimo de muita qualidade. O fato de ser um Deus não ajuda em sua identificação direta com o público. Sua adaptação para a linguagem cinematográfica consegue contornar pequenas falhas, porém resulta em um saldo final mediano.

Chris Hemsworth consegue humanizar o Deus do Trovão, provando ter sido uma excelente escolha para o projeto. Já Natalie Portman (Jane Foster) e Stellan Skarsgård (Selvig) participam do núcleo mais fraco da trama, onde toda a fragilidade do roteiro se expõe. Kat Denning´s (Darcy) é o alívio cômico mais desleixado dos últimos anos! Sempre que o trio está presente é garantia de queda brusca no ritmo. A impressão que se tem é que os personagens foram criados exclusivamente como “peças no tabuleiro”, sem nenhum aprofundamento. O núcleo de Asgard, liderado por Anthony Hopkins (Odin) e Tom Hiddleston (Loki) se mostra tão preguiçoso quanto! Em certos momentos me senti assistindo “Mestres do Universo” (1987) na Sessão da Tarde. Asgard é um deslumbre técnico inegável, mas o problema está no roteiro, que não foge do caricatural e das convenções. Personagens carismáticos, mas que desfilam pela tela sem personalidade.

Existem momentos em que os fãs irão vibrar (a batalha contra o “Destruidor” é muito empolgante) e algumas tiradas cômicas interessantes, mas no geral a produção deixa a desejar. Acredito que o problema começa já em seu conceito. A Marvel quer criar um universo cinematográfico em que seus personagens possuam a mesma interação que nos quadrinhos. Louvável idéia, porém de execução apressada. Nem mesmo a firme direção de Kenneth Branagh consegue esconder a forte imposição do estúdio em visar prioritariamente o filme dos “Vingadores”. O mesmo erro que foi cometido em “O Incrível Hulk” e no segundo “Homem de Ferro” se repete em “Thor”. Na ânsia de coligar tramas e subtramas, se esquecem do principal: o roteiro! O filme tem que funcionar sozinho, mesmo sendo parte de um plano maior e mais ambicioso.

Esquecendo a visão crítica e analisando como fã de quadrinhos, a obra satisfaz e é fiel ao espírito do personagem. As cenas de ação são as melhores que a Marvel já produziu no cinema! Diversão garantida!

domingo, 10 de julho de 2011

X- MEN FIRST CLASS


O filme começa em 1944 num campo de concentração, a mesma cena vista no primeiro X-men, onde um jovem polonês consegue mover um portão de ferro dos nazistas sem toca-lo. O Jovem é nocauteado e levado a um cientista nazista chamado Schimidt que fica interessado nele. Enquanto isso em Nova York um menino telepata encontra na sua cozinha uma menina que consegue mudar de forma e está se passando pela mãe dele. Ele promete que ela não vai mais precisar entrar nas casas disfarçadas e promete cuidar dela. Eles são Charles Xavier e Mistica. O menino que moveu o portão, se chama Eric e o Dr. Schimidt o manda mover uma moeda enquanto aponta uma arma para a mãe de Eric, para obriga-lo a agir. Quando Eric não consegue, Schimidt atira nela. Quando Erik vê, seu poder finalmente se manifesta.

O tempo passa e chegamos a 1962 onde vemos Erik, agora adulto a caça dos nazistas que destruíram sua infancia. O ultimo de sua lista é o Dr. SChimidt. Ao mesmo tempo, Xavier está se formando como professor com um doutorado em genética. Os caminhos dos dois se cruzam quando Xavier e mística recrutados pela agente do FBI Moira Mactargget tentam capturar os membros do Clube do Inferno, um grupo de ricaços que estão tentando causar uma guerra nuclear por jogar os EUA contra a Russia e vice e versa. Na verdade, eles são mutantes lideradors por Sebastian Shaw, o Dr schimidt que Erik tanto perseguia e seu grupo que contava com Emma Frost, uma telepata, Azazel um teletransportador e Riptide, um mutante com poderes relacionados ao vento. Xavier salva Erik, que quase morre lutando contra o grupo. E com ajuda de um agente da CIA (Oliver PLatt) Erik e Xavier, começam um programa para recrutar mutantes para os ajudar na caça do clube do inferno. (eles chegam até a visitar Wolverine mas tomam um “vão se ferrar” e cara. Participação especialíssima do Hugh Jackman) Eles recrutam um grupo. Mas enquanto Xavier e Erik estão na Russia caçando Emma Frost, A CIA é atacada por Sebastian Shaw que mata diversos agentes e oferece ao grupo de mutantes a chance de irem para o lado dele. A mutante Angel é a única que aceita. Destrutor e Darwin tentam impedir, o que resulta na morte de Darwin.

Na Russia Xavier e Erik descobrem que os planos de Sebastian Shaw é fazer os EUA e Russia se atacarem e causar uma guerra nuclear que destruiria o mundo. A radiação faria que apenas aquelas pessoas com genes mutantes sobrevivessem e assim, Shaw seria o rei do mundo, mundo esse que contaria apenas com mutantes.

A guerra vai começar quando Shaw influencia o primeiro ministro russo a por seus mísseis em Cuba (crise dos mísseis cubanos que ocorreu de verdade) e os EUA prometem que vão a guerra se os russos cruzarem uma linha imaginaria no mar.

Xavier e Erik passam a treinar seus mutantes para usarem melhor seus poderes enqaunto vamos percebendo que os dois apesar de muito amigos tem pensamentos diferentes, Erik acredita que os humanos nunca vão entender os mutantes, enqaunto Xavier continua acreditando na convivência pacifica.

No fim, eles conseguem impedir a guerra entre Russia e Estados Unidos, e vencem os mutantes do clube do Inferno. Erik mata Sebastian Shaw com a moeda que Shaw tinha mandado ele mover no começo do filme, o que decepciona Xavier. Alem disso, os russos e os americanos percebem que se tratam de mutantes e ambos jogam todos os mísseis de suas frotas na ilha onde os mutantes estavam para matar a todos. Erik impede e devolve os mísseis para os navios para matar todos ali. Xavier tenta impedir e os dois brigam. Nisso Moira atira em Erik, que impede a bala com a mão, e a bala recauchuteia acertando a espinha de Xavier. Erik fica chocado e desiste do ataque aos navios Russos e Americanos nessa hora, mas ele sabe que suas diferenças ideológicas com Xavier não mudarão. Ele pega o grupo que era de Shaw e mais mística que decide segui-lo e se vai.

O filme termina com Xavier numa cadeira de rodas abrindo o instituto Xavier para jovens super dotados (mutantes ne) e Erik resgatando Emma Frost da prisão e passando a se chamar de Magneto

Bróder!

Bróder!
Uma crônica da periferia paulistana sem estereótipos habituais. Bróder!, primeira incursão de Jeferson De na direção de um longa-metragem, cumpre seu papel de mostrar a Zona Sul Paulistana sem exagerar nas mazelas e se fixar nas histórias dos personagens. Longe de cenários de extrema violência o filme mostra ineditismo.

Mesmo não tendo experiência na condução de uma produção de maior porte como essa, o diretor mostrou firmeza na direção e delicadeza na condução do roteiro e diálogos. Atrativos principais dessa produção que rivaliza com outras que se utilizam de clichês batidos para contar o dia a dia de um bairro de periferia. Fórmula cansada e que já não trás novidades. Dessa “síndrome” Bróder não sofre e passa longe. Boa sacada de Jeferson.

No filme, três amigos nascidos e criados na periferia paulistana, Jaiminho (Jonathan Haaggensen), Pibe (Silvio Guindane) e Macu (Caio Blat), reencontram-se depois de anos sem se ver. Desse encontro surgem acertos de contas e lembranças de uma forte amizade.

O elenco afiado e entrosado também faz o filme crescer em proporção, com destaque para o trio de protagonistas e Cassia Kiss, sempre bem por sinal.

Com a periferia tão desconhecida do grande público com co-protagonista de seu longa, Jeferson confere um charme a mais para Bróder! sem se exceder em nenhum momento nas entrelinhas dessa história.

sábado, 9 de julho de 2011

Os Agentes do Destino

Os Agentes do Destino
Baseado em um conto de Philip K. Dick, o qual a série Fringe tem como referência maior, o filme não nega, nem por um instante, que se trata de um romance, mas o é à sua maneira.

Funcionando, com menos firmeza, como ficção científica e thriller de espionagem, o longa ainda consegue incutir dúvidas existenciais e incertezas sobre quaisquer decisões que tomamos (ou deixamos de tomar – o que não deixa de ser uma decisão). Para isso, o diretor novato George Nolfi (um dos roteiristas d’O Ultimato Bourne) escreveu um roteiro inteligente, capaz de entregar fatos a passos graduais sem comprometer o nosso interesse por um desfecho convincente.

Acostumado que está a escrever sobre espionagem, sendo roteirista, também, em Doze Homens e Outro Segredo e Sentinela, Nolfi demonstra sua capacidade para elaborar quebra-cabeças complexos sem exigir demais da inteligência do espectador, mas sem duvidar dela. Isso surte um interessante efeito de convite à obra, para que, junto aos protagonistas, consigamos desvendar o que se passa. É divertido.

Matt Damon e Emily Blunt, sempre corretos em suas atuações, convencem demonstrando entrosamento e uma química bastante favorável e, ajudados pela fotografia muito bem realizada e por um belíssimo figurino, conduzem a história com maestria e jamais perdem o carisma.

Carregado de referências, desde O Processo, de Kafka, até à obra do pintor surrealista belga Reneé Magritte, Os Agentes do Destino é, de fato, um bom filme. Diverte e induz o pensar sem dificuldade. Portanto é, realmente, uma pena que aquele nosso interesse por um desfecho convincente não seja atendido.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Garota da Capa Vermelha

A Garota da Capa Vermelha
“Da diretora de Crepúsculo”. Essa é a primeira chamada do filme. Faltou lembrar à produção que isso não é exatamente um mérito. Por favor, não me tenha como preconceituoso! Catherine Hardwicke já esteve à frente do ótimo Aos Treze e do bom Os Reis de Dogtown, porém, infelizmente, parece ter resolvido enterrar uma carreira que poderia, sim, ser brilhante.

Apostando nos mesmos estereótipos massantemente desgastados da “Saga” Crepúsculo (a garota apaixonada e, ao mesmo tempo, desorientada disputada por dois rapazes opostos), a cineasta exibe uma película que requer coragem (para assistir), paciência (para suportar) e uma memória seletiva (para esquecer). Mesmo que alguns poucos lampejos daquela diretora de oito anos atrás se mostrem presentes (como as rápidas jogadas de câmera), nada seria suficiente para suplantar o roteiro (?).

O roteirista David Johnson, que, com A Orfã, também tivera um início promissor, realiza um trabalho sem propósito, com diálogos fracos e vagos e resoluções inexpressivas e previsíveis. Sua sorte é poder contar com o sempre excelente Gary Oldman (aqui, no papel de um sacerdote aficionado) para entoar o que escrevera e da admirável Julie Christie (que interpreta a “vovó”). Amanda Seyfried (Valerie – a Chapeuzinho), Lukas Hass (Padre Auguste) e Virginia Madsen (Suzette) inteiram a lista das interpretações que valem, ao menos, parte do ingresso.

Da mesma forma (visto de ângulos opostos, claro) estão os dois jovens péssimos atores que disputam Valerie, sendo um deles (Max Irons) filho do sensacional Jeremy Irons. Sem qualquer carisma, eles conseguem puxar a produção ainda mais para o buraco negro da inconsciência (como se ela não tivesse força suficiente para tal).

A fotografia, que chama a atenção por ser semelhante à da “saga” vampiresca, parece apostar no mesmo público pré-adolescente e adolescente que vibra com Edward, Bella e o lobo mau Jacob, assim como a triste (de ruim) direção de arte e a trilha sonora sem qualquer clímax.

Mas nem tudo são espinhos (como, felizmente, a maior parte do elenco comprova). De qualquer forma, 100 minutos não demoram para passar. E, algumas vezes, um filme ruim é tão bem-vindo quanto uma auto-injeção na testa... serve para despertar da inércia.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Se Beber, não Case! - Parte 2

Se Beber, não Case! - Parte 2
O filme original estabeleceu uma fórmula certeira: inicia no ápice do caos, seguido de um flashback e termina com a exibição das fotos que provam a origem dos problemas. Em “Se Beber, não Case 2” temos a mesma boa piada sendo repetida, mudando apenas o cenário. É mais do mesmo, porém satisfatório!

Excetuando-se uma perceptível quebra de ritmo após sua primeira hora (que volta a engrenar próximo ao fim), o projeto do diretor Todd Phillips irá arrancar sonoras gargalhadas em pelo menos três momentos (lógico que não irei lhes contar quais). Assim como o primeiro, se trata basicamente de uma reunião de esquetes englobando diversos tipos de humor, sendo que neste segundo é dado maior enfoque ao slapstick (pastelão). Também fica claro que o personagem carismático de Zach Galifianakis (Alan) é a força condutora da obra. Basta ele aparecer em cena que começamos a rir, já antecipando suas tiradas sensacionais!

Um parágrafo direcionado aos possíveis detratores: apreciar (ou não) o estilo do filme é questão de gosto e preferência, mas é preciso entender que não existe apenas uma forma de fazer comédia, ou alguma que se possa afirmar ser “melhor”. Existem melhores em cada estilo, portanto não comparem “Se Beber, não Case 2” com uma comédia do Monty Python, nem com uma do Woody Allen, pois além de estarem cometendo uma injustiça, ainda demonstram pouco conhecimento desta arte como um todo. Se quiserem comparar, que seja com o original ou até mesmo com “Quem vai ficar com Mary?”

O filme não evolui os conceitos do original, porém diverte da mesma forma. Por não ter o mesmo “efeito surpresa”, o roteiro apela para um humor mais grosseiro. Mas se você entrar no cinema sabendo o que irá encontrar, sairá muito satisfeito.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Falta Que Nos Move

A Falta Que Nos MoveCom fortes características teatrais, pitadas de documentário e com uma ótima pegada cinematográfica, a diretora Christiane Jatahy faz uma excelente estréia nos cinemas com A Falta Que Nos Move, mas um ótimo fruto advindo do teatro e muito bem adaptado para a telona.
A Falta Que Nos Move é sobre amizades e histórias familiares. É um filme dentro de um filme. Em cena, o encontro de um grupo de amigos na véspera da noite de Natal. Eles se reúnem com o objetivo de fazer um longa-metragem, enquanto esperam para jantar uma pessoa que não sabem quem é, nem se vai realmente aparecer. A partir desse encontro, alegrias, frustrações, ausências e paixões vêm à tona no limite da tensão.
 Longe da morosidade habitual presente na maioria das adaptações de textos teatrais que levam o formato dos palcos para as telas, com raras exceções, claro, Jatahy consegue misturar ficção e realidade propondo um interessante jogo de cena. Inserindo a Metalinguagem, a diretora trás o público para dentro da história, ampliando as possibilidades do gênero indo além do experimental.
 Elenco afiado que vive eles mesmos ao mesmo tempo em que interpretam diferentes situações como personagens. Com uma direção ao mesmo tempo rica e curiosa após cinco meses de ensaio Jatahy criou um delicioso jogo de cena rico em atuações. A Falta Que Nos Move é um dos melhores filmes da temporada e vale a pena ser visto e revisto.

terça-feira, 5 de julho de 2011

OS PINGUINS DO PAPAI

Os Pinguins do Papai“Os Pinguins do Papai” é o melhor filme para se assistir em família nesta temporada. Ele reutiliza em seu molde diversos elementos recorrentes na filmografia de Jim Carrey, como a importância da união familiar como solução para os problemas. É um filme à moda antiga, porém sincero em suas intenções.

O diretor Mark Waters (de “E se fosse Verdade...”) evita os obstáculos do roteiro e transforma o que fatalmente seria (em mãos menos capazes) um “filme de uma piada só”, em um produto mais interessante. O ambiente do filme pode ser gelado, porém se nota a cada frame um coração quente pulsando. Ele não “reinventa a roda”, mas cumpre seu papel de maneira exemplar.

Baseado em um clássico livro infantil de 1938 (de Richard e Florence Atwater), o roteiro retém o essencial: a trajetória de um homem que aprende a dar valor à sua família, após sua convivência com pingüins. Carrey vive Tommy Popper, um homem que vive de vender sonhos como uma maneira de fechar negócios, porém ele próprio negligenciava a fantasia em sua própria vida. Suas aventuras de criança, quando recriava em sua imaginação os atos de heroísmo de seu pai (que vivia viajando e somente se comunicava com ele por rádio), ocupavam agora um recôndito sombrio em seu coração. Escravo de sua rotina, pouco se emociona ao saber que seu pai havia falecido, porém a herança pouco usual que ele lhe oferece, irá fazê-lo repensar todas as suas escolhas.

As várias referências explícitas à Chaplin não escondem a inspiração da obra, que é honestamente infantil em essência. A presença no elenco da veterana Angela Lansbury (Van Gundy) é um afago nos cinéfilos mais dedicados. Sem dúvida, “Os Pinguins do Papai” é o melhor filme de Jim Carrey em muitos anos, que compensa suas falhas com muito coração e sensibilidade.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Transformers: O Lado Oculto da Lua

Transformers: O Lado Oculto da LuaTransformers – O Lado Oculto da Lua tem a missão de melhorar a imagem da criticada franquia que Michael Bay (Pearl Harbor) iniciou há cerca de 6 anos. Principalmente depois da equivocada segunda aventura dos robôs que se transformam em carros. Até mesmo o diretor, em recente coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, admitiu que o longa não foi como se esperava em sua execução.

Confesso que gosto da ousadia do diretor em adaptar personagens que tão complexos para o cinema. Ao contrário de outros filmes que adaptados para a tela grande, possuem uma viga mestra em que se basear, como os famosos heróis dos quadrinhos que possuem um perfil de cada personagem. Robôs que surgiram como brinquedos e depois ganharam fama graças a desenhos animados dos anos 80 carecem de uma origem e perfis melhor delineados. Porém o diretor tem o péssimo hábito de pesar a mão nas cenas de ação. E isso, a exemplo da segunda aventura, se repete à exaustão.

Nessa nova aventura, os Autobots, liderados por Optimus Prime (Peter Cullen), participam de missões secretas ao lado dos humanos, onde tentam exterminar os Decepticons existentes no planeta. Um dia Optimus descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego.
Esse exagero somado a sua longa projeção – são quase 3 horas de filme – devem cansar o maior dos amantes desse gênero. Assim como em outros longas capitaneados por Bay, Transformers se baseia em explosões, correria, tiros e tudo mais. E entre uma cena e outra, juras de amor e toques de comédia. Sem saber unir tantos elementos, Bay perde o fôlego no meio do filme depois de um início promissor. Mas vale a pena destacar os ótimos efeitos visuais e o 3D de Transformers. Isso mais as boas participações de John Malkovich e Francis McDormand valem o ingresso.

sábado, 2 de julho de 2011

O Casamento do meu Ex

O Casamento do meu Ex

“O Casamento do meu Ex” é desinteressante e previsível. Com atores mal explorados pelo fraco roteiro, razão pela qual os poucos momentos potencialmente dramáticos soem falsos, seja pelas situações formulaicas ou por não conseguirmos nos conectar emocionalmente com os personagens. A diretora inexpressiva Galt Niederhoffer adapta seu livro e parece não conseguir traduzi-lo com imparcialidade, carregando com mão pesada certas passagens.

Na trama testemunhamos o reencontro de um grupo de amigos da faculdade no casamento de um deles. Recebemos então longos diálogos (a qualidade de alguns me fez sentir falta do cinema mudo!) e típicas discussões entre pseudo-intelectuais (comuns no cinema indie). Como público, somos como convidados indesejados, devido ao aparente desleixo em nos apresentar minimamente os personagens e suas motivações.
As atuações são satisfatórias, mas sem brilho. Katie Holmes (Laura) e Anna Paquin (Lila) protagonizam talvez o único momento em que chegamos a acreditar que existe algum ser humano sentado na cadeira de diretor, próximo ao final do filme quando discutem a respeito de um vestido de casamento.

Se o compararmos com obras similares, como “O Casamento de Rachel” e “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas”, o filme se revela uma tentativa frágil com alguma pretensão e pouco conteúdo, valendo apenas pela bela locação e fotografia de Sam Levy.