quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Rapaz do Pijama às Riscas


Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas.Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…"
Li este livro numa tarde...
Não consegui parar a meio. É um livro que mexe com o nosso coração, com os sentimentos do ser humano, com os valores, com conceitos, com o tema da morte, da guerra, das religiões, da supremacia...
 á há muito tempo que não lia um livro que me fascinasse tanto, "uma história de inocência num mundo de ignorância"; o holocausto, os nazis, os judeus visto através do olhar de duas crianças de 9 anos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Orgulho e Preconceito


   Um clássico da literatura britânica, considerado por muitos o melhor livro da autora, sendo Lizzy, a personagem principal do romance, assumidamente a personagem favorita de Jane Austen dentre suas obras.

Sim, um romance. Com a diferença que tanto a "mocinha" quanto o "mocinho" não são perfeitos, como já indica o título. E justamente por isso são capazes de evoluir e aprender com seus erros. Me chamou a atenção um detalhe curioso: embora Elizabeth, a protagonista, não seja uma heroína típica de histórias românticas, um leitor um pouco mais atento pode perceber que sua irmã Jane o é. Jane é resignada, bondosa, tem bom senso e é a mais velha e mais bonita dentre as cinco irmãs. Elizabeth é a segunda mais velha, a mais racional e a que melhor se dá com o pai extremamente sarcástico, além de ser muito bonita e bastante obstinada, é claro. Sua mãe é bastante fútil e seus pais estão longe de terem um casamento feliz. Suas irmãs mais novas são tão fúteis quanto a mãe, e chegam a carecer de bom senso. A família vive no interior e embora não sejam pobres, estão longe de serem ricos. Tudo começa com a chegada do Sr. Bingley, um homem jovem, atraente e solteiro que acabara de adquirir uma propriedade na região, e foi convidado para um baile local. Junto com ele, vão ao baile duas de suas irmãs, uma delas com o marido, e seu amigo Sr. Darcy, também um jovem e atraente solteiro de uma família ainda mais rica. Sr. Bingley logo se encanta por Jane, e dança e conversa normalmente com os habitante da região, enquanto o resto de seu grupo se mantém fechado a todas as tentativas de conversas ou convites para dançarem, especialmente o Sr. Darcy, o que ofende grandemente as pessoas dali. A partir disso, desenvolvem-se diversas situações, tanto para Jane quanto para Elizabeth, Darcy e Bingley, com algumas reviravoltas que podem exigir uma revisão de seus conceitos sobre as pessoas e sobre as próprias situações vivenciadas. Vale a pena conferir também a série homônima da rede de televisão britânica BBC, que tem 6 episódios no total e se mantém fiel ao livro, embora não o substitua.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sempre ao Seu Lado







“A inteligência apresentada por muitos mudos animais chega tão perto da inteligência humana que é um mistério. Os animais vêem e ouvem, amam, temem e sofrem. Eles se servem de seus órgãos muito mais fielmente do que muitos seres humanos dos seus. Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeição muito superior à que é manifestada por alguns membros da raça humana. Criam para com o homem apegos que se não rompem senão à custa de grandes sofrimentos de sua parte” (A Ciência do Bom Viver, p. 315, 316).

Enquanto assistia ao filme “Sempre ao Seu Lado” (EUA, 2009), lembrei-me do texto acima, escrito por Ellen G. White há mais de cem anos. O filme conta a história de Hachiko (um cão da raça akita) e seu dono, o professor de música Parker Wilson (Richard Gere). Todos os dias Hachiko acompanhava o dono até a estação de trem e estava lá, no fim da tarde, para recebê-lo. A produção é baseada em fatos reais ocorridos no Japão, na década de 1930. Em 1987, a versão cinematográfica japonesa “Hachiko Monogatari” também fez muito sucesso.

É um filme emocionante que faz pensar em valores como fidelidade, amizade, companheirismo e mostra que os animais realmente “criam para com o homem apegos que se não rompem senão à custa de grandes sofrimentos de sua parte”.

sábado, 27 de agosto de 2011

Pena Capital

A sentença foi a de morte pela forca. Mas, por motivos de ordem política, o Ministério do Interior achou necessário confirmar a sua culpabilidade. Assim, encarregou da investigação do caso um tal Rider Sandman, que, porém, não dispunha de quaisquer habilitações especiais para o efeito. Tratava-se de um jovem militar que se destacara na batalha de Waterloo e granjeara também fama pelo seu talento como jogador de críquete, mas cuja vida andava então pelas ruas da amargura. A proposta de um emprego temporário, bem remunerado e pouco exigente, surgiu-lhe como caída dos céus. Porém, quando Rider Sandman inicia a sua pesquisa, deambulando entre os fétidos cárceres de Newgate e os perfumados salões da aristocracia, apercebe-se de que muitos dados não se coadunam com o veredicto, e também de que há demasiada gente empenhada em travar-lhe o passo. Sandman é um perito nas artes da guerra, e, para além disso, conta com o apoio de poderosos, embora algo extravagantes, aliados. Mas enfrenta uma cabala dirigida pelos mais ricos e impiedosos senhores da Regência inglesa. Sandman apenas dispõe de sete dias para salvar um homem inocente do patíbulo mais voraz da Europa. O carrasco aguarda a sua hora. É uma corrida contra o fatal nó escorregadio.

Um Sonho Possível


Se não fosse uma história real, eu a consideraria quase inverossímil, mas como é, pode-se dizer que se trata de um bom exemplo de como os seres humanos ainda podem manifestar amor desinteressado – tão desinteressado que chega a levantar suspeitas. É o que acontece no filme “Um Sonho Possível”, estrelado por Sandra Bulluck, no papel que lhe concedeu o Globo de Ouro de melhor atriz em 2010. A família de Leigh Anne Touhy (Bullock) dá abrigo a um garoto negro e pobre, e as amigas ricas não compreendem a atitude de Leigh, que acaba sendo até mal interpretada. É um verdadeiro tapa na cara de uma sociedade não acostumada a esse tipo de atitude bondosa e uma prova de que, quando ajudamos ao próximo, o maior beneficiado somos nós mesmos. Ao receber Michael como filho, a família passa por várias transformações para melhor.

Michael Oher (Quinton Aaron, o jovem pobre, no filme) vive como um sem-teto e proveio de uma família totalmente desestruturada. Apesar dessas desvantagens, é dono de um coração bondoso e gosta de proteger as pessoas que ama – o que não se torna muito difícil, já que ele é quase um gigante. A certa altura, graças a seu potencial esportivo, Michael é matriculado na escola em que o filho de Leigh estuda. E assim ele acaba conhecendo a família.
Quando Michael começa a se destacar no time de futebol da escola, desperta o interesse de algumas universidades. Mas, para poder ingressar em qualquer uma delas, ele precisa melhorar – e muito – as notas na escola. Mais uma vez, a família o ajuda a superar também esse desafio. Talvez o título dado ao filme em português tenho sido inspirado nesses desafios e superações de Michael. No original, o título é “The Blind Side”, e tem que ver com a atitude de proteger um colega de time quando ele é marcado em seu “ponto cego” pelo adversário.

É um filme que mostra o que há de melhor no ser humano. Vale a pena ser assistido. E imitado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ben-hur







Houve um tempo em Hollywood em que os produtores descobriram que a Bíblia podia lhes render um bom lucro. A fórmula era fortão se apaixona por mulher ideal e detona um império. O ator podia ser podia ser um gladiador, um rei, um escravo, um romano, um hebreu como Sansão; a atriz podia ser uma escrava, uma cristã, uma plebeia, às vezes uma pagã fatal como Dalila; o império derrotado ou era o filisteu ou era preferencialmente o romano.
Claro que não basta ter a receita na mão. Sem o cozinheiro certo, tudo podia virar um tremendo fiasco ou, no mínimo, perder a noção do ridículo. De todos aqueles filmes, a única obra-prima é Ben-Hur (1959), que tem a vantagem de ter como diretor o genial William Wyler, capaz de equilibrar as cenas grandiosas e épicas com o drama intimista.

Ben-Hur dura pouco mais de três horas que passam voando. A edição é uma aula para esses filmes monstrengos de hoje que pegam um naco de enredo e o enchem de barulho pra ver se passa rápido. Ben-Hur conta uma história de vingança e arrependimento, tem um casto romance, batalha naval, revolta de judeus contra o despotismo de Roma, corrida de bigas contra o romano Messala, seu ex-amigo de infância, e passagens da vida de Jesus. E não se sente o tempo passar.

Se o personagem principal é Judá Ben-Hur, o coadjuvante é simplesmente Jesus, que dá água a Ben-Hur, lhe vê passar ao longe enquanto fala a uma multidão nas colinas, ou carrega a cruz rumo ao Gólgota. Judá vê a Cristo, Cristo sempre dá atenção a Judá, mas o rosto de Cristo nunca é mostrado no filme. É como se o filme dissesse que o povo judeu, embora tivesse a Cristo ali perto, não Lhe retribuísse a atenção devida.

Uma cena extraordinária é aquela em que muita gente começa a se assentar aos pés de Jesus, mas Ben-Hur O olha de longe e decide continuar andando. A imagem corta para Jesus sendo mostrado de costas, mas Sua cabeça se movimenta acompanhando os passos de Ben-Hur ao largo. Essa cena me tocou bastante pela sugestão de que Cristo se importa com os que se achegam a Ele, mas não deixa de demonstrar interesse pelos que se distanciam.

No regresso de Ben-Hur a sua terra natal, ele encontra um árabe alegre com seus convidados e inflexível quanto ao tratamento mais humano de seus belíssimos cavalos de corrida. Entre esses convidados recebidos num dia de calor, está alguém que conta a Ben-Hur que presenciou o nascimento de Jesus e que Ele já teria a idade de Ben-Hur. O ancião acredita que Jesus é o Filho de Deus, e diz que Ele é Alguém que naquele dia quente “também viu o sol se por”.

Pouco a pouco vai se configurando o grande inimigo de Ben-Hur: ele mesmo, e não Roma, não Messala. Sua esposa lhe diz que esse Cristo, ao qual ele não dá crédito, ensina que se deve amar os inimigos e orar pelos que lhe perseguem. Esse é um ensinamento radical demais para seu coração ainda cheio de ódio. Afinal, ele não só esteve preso por mais de três anos nas galés, como também sua mãe sua irmã ficaram confinadas nos subterrâneos de uma imunda prisão onde contraíram da grave doença da época: a lepra.

A mudança de atitude de Ben-Hur começa quando ele passar a acreditar que Cristo pode curar sua família. Mas ele aparentemente chega tarde, pois Jesus está naquele momento carregando uma cruz. Ben-Hur passa a acompanhar com renovado interesse aquela caminhada dramática. Olhando para a cruz, ao lado do ancião que lhe falou do Filho do Homem, ele tem seu ponto de impacto, percebendo o abismo entre a alienação pecaminosa do ser humano e o sentido da salvação divina.

O teólogo da arte Paul Tillich dizia que a revelação é “a resposta às perguntas implícitas nos conflitos existenciais da razão”. Os conflitos de Ben-Hur não têm resolução na vingança. Ele ainda tem sede, como ele diz. Na cena da cruz, não apenas há revelação, mas sobretudo reconciliação, um momento em que ele sente acolhimento, perdão, amor e um novo propósito e sentido de vida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como Estrelas na Terra


Contam-se nos dedos os bons filmes produzidos por Hollywood. Infelizmente, o mesmo pode ser dito de Bollywood, a indústria de cinema indiana. Por isso, é uma grata surpresa se deparar com pérolas raras como o filme “Como Estrelas na Terra – Toda criança é especial” (“Taare Zameen Par – Every child is special”, no original, lançado nas salas indianas no fim de 2007). O filme rapidamente conquistou uma legião de admiradores na Índia e no mundo, recebendo os prêmios de melhor filme e melhor ator pela crítica, além do prêmio de melhor direção, para Aamir Khan, e de melhor letra de música pelo Filmfare Awards.

“Como Estrelas na Terra” revela extrema sensibilidade e consegue captar a magia do universo infantil, mostrando que crianças são crianças em qualquer lugar do mundo. A história é centrada em Ishaan Awasthi, de 8 ou 9 anos de idade, que sofre com dislexia, dificuldade de aprendizado e, pior, incompreensão. O filme contrasta o mundo massificante orientado para o capitalismo com a valorização do indivíduo, com suas diferenças, virtudes e defeitos.

Incapazes de lidar com o “filho problema”, os pais de Ishaan resolvem matriculá-lo num colégio interno. Ali o garoto se fecha ainda mais em seu mundo depressivo. Com saudades da família e oprimido por professores insensíveis, o menino começa a “morrer” aos poucos.
Mas tudo muda quando um professor de arte substituto chega ao colégio e percebe que há algo de errado com Ishaan. Tem início, então, a aventura de “ressuscitar” o garoto que, na verdade, se revela um gênio da pintura.
É um filme emocionante, bem feito e que vale a pena ser visto por toda a família.

domingo, 21 de agosto de 2011

Decisões Extremas

“Decisões Extremas” surpreende logo no seu início. E não falo de invencionices do roteiro ou qualquer coisa envolvendo a história em si. Surpreendente é ver, pela primeira vez desde Star Wars, Harrison Ford não ser o nome principal a ser creditado. O longa-metragem é produzido pelo ator que, talvez até por isso, tenha se sentido menos tentado a encabeçar o elenco, deixando a função para Brendan Fraser. É no mínimo curioso.

Decisões Extremas tem direção de Tom Vaughan e roteiro assinado por Robert Nelson Jacobs, baseado no livro The Cure, da jornalista vencedora do Pullitzer Geeta Anand que, por sua vez, baseou-se em fatos reais.

Na trama, John Crowley (Fraser) é um homem de família, casado com a bela Aileen (Keri Russell) e pai de três filhos. Os Crowley tentam de todas as formas manter uma rotina normal, mesmo tendo de encarar uma batalha diária: dois de seus três filhos tem a doença de pompe, uma doença degenerativa que afeta os músculos e sistema nervoso. De acordo com as pesquisas de John, as crianças têm expectativa de vida até os 9 anos de idade, o que o deixa desesperado por uma solução para o problema. Ao conhecer as pesquisas do Dr. Robert Stonehill (Ford), Crowley percebe uma luz no fim do túnel, larga seu trabalho e passa a dedicar todo o seu tempo a angariar fundos para a descoberta da cura para a doença. No entanto, Stonehill não é uma figura nada fácil de trabalhar.

Para início de conversa, Brendan Fraser consegue uma atuação – ainda que nada uniforme – bastante comovente, merecendo créditos pela escolha de um papel diferente do habitual. John Crowley é totalmente abnegado aos filhos e não mede esforços para resolver a situação. Homem de negócios, ele é a pessoa perfeita para dar vida às pesquisas de Robert Stonehill, um professor que tem ideias revolucionárias na teoria, mas nunca as coloca em prática. Harrison Ford pratica o seu feijão com arroz para encarar um papel que parece ser escrito sob medida para ele. Portanto, não é de se estranhar que o ator esteja tão à vontade como o doutor. As crianças do elenco, Meredith Droeger, Diego Velazquez e Sam M. Hall, dão conta do recado e têm boas atuações.

Com uma história de superação de adversidades, Decisões Extremas ganha pontos por apresentar ao espectador uma trama que consegue, ao mesmo tempo, apresentar uma doença terrível e seus problemas, mas também mostrar que é possível arregaçar as mangas e trabalhar para se encontrar uma solução.

A Mensageira


" Gabriel Allon, restaurador de arte e espião, está prestes a enfrentar o maior desafio da sua vida. Um alegado simpatizante da Al-Qaeda é morto em Londres, e no seu computador são encontradas fotografias que levam os serviços secretos israelitas a desconfiar de que a organização terrorista prepara um dos mais arrojados atentados de sempre, no coração do Vaticano.
Allon avisa o seu velho amigo monsenhor Luigi Donati, secretário pessoal do Papa, e parte para Roma, a fim de ajudar na segurança. O que nem ele nem Donati sabem é que o inimigo já se infiltrou no Vaticano. Nas semanas que se seguem, Allon irá travar um mortífero duelo de astúcia contra um dos homens mais perigosos do mundo, que o levará de uma galeria londrina a uma ilha paradisíaca nas Caraíbas, a um isolado vale na Suíça e, por fim, de regresso ao Vaticano. A Allon resta montar uma armadilha e esperar não ser ele a cair nela."
Este é o terceiro livro que leio do autor e mais uma vez fiquei incomodada com o que li.

A história, apesar de simples, prende o leitor desde o início, e envolve-o numa tensão e dramatismo constante. É acima de tudo, uma história de vingança, onde o bem e o mal se cruzam em nome de deuses e "guerras santas".

Após o 11 de Setembro e a morte do namorado num dos aviões envolvidos no ataque terrorista, Sarah ofereceu-se como agente secreta à CIA. No entanto, foi rejeitada. Mas agora, sem o esperar, vê-se envolvida na teia de Gabriel Allon e na sua luta contra o homem que está por detrás do atentado ao Vaticano.

Não vou falar da história em si, pois era contá-la, e é uma boa história que deve ser lida. No entanto, e como já referi, os livros de Daniel Silva incomodam-me pela realidade que retratam, pela intriga política que reveste as relações entre o mundo ocidental e os grupos terroristas islâmicos, pelos inocentes que morrem num jogo económico entre potências que usam o fundamentalismo religioso como arma com o único propósito de servirem os seus egos.
Um bom livro que ajuda a perceber os papéis americanos na luta contra o terrorismo enquanto se alimenta da (e alimenta a) sua existência.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Menina que roubava livros



Primeiramente, Olá a todos os leitores do Blog, podem me chamar de Lady ;) fui convidada a postar aqui, indicar um livro e fazer algum comentário.. fiquei em duvida sobre o que indicar, afinal são tantos titulos maravilhosos que fico em duvida! mas acho que esse é um dos meus favoritos, e acho tambem que é uma historia completamente envolvente, que não permite que vc deixe de ler por muito tempo! pelo menos comigo foi assim, não consegui largá-lo enquanto não terminei! rsrs ;P
Espero que para vocês ele seja tão atraente quanto foi pra mim!
Bem, a história é narrada pela Morte, ou seja, é ela quem conta a história de Liesel Meminger, a personagem principal, que foi entregue pela mãe, para adoção em um suburbio de munique e passa a viver com a familia Hubermann, composta por um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta... A narração em sua maioria, se passa na Rua Himmel, na época da Segunda Guerra Mundial.. conta com traços humoristicos, poéticos, irônicos, é uma história um tanto triste, porém, envolvente do começo ao fim, vale a pena ler!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Máquina de Xadrez

Baseado em factos verídicos, A Máquina de Xadrez é tanto um romance histórico como umthriller empolgante. Os acontecimentos decorrem por volta de 1770, no século das Luzes, quando o barão Wolfgang von Kempelen, aventureiro e livre-pensador, tenta conquistar o favor da imperatriz austríaca Maria Teresa apresentando em Viena um engenhoso invento, um autómato vestido como um turco e pretensamente inteligente, capaz de derrotar os melhores jogadores de xadrez. De facto, no interior da máquina, um verdadeiro prodígio mecânico, esconde-se Tibor, o anão que Kempelen resgatou dos calabouços de Veneza, um exímio jogador de xadrez, que, relutante, se vê forçado a participar naquele embuste. Depressa o Turco se torna famoso por toda a Europa, até que, nas celebrações do casamento de Maria Antonieta e Luís XVI, uma baronesa é encontrada morta em misteriosas circunstâncias. As suspeitas recaem sobre o Turco, suscitando a perseguição eclesiástica e complexas intrigas palacianas. O autor tira partido das suas personagens criando um drama psicológico que se adensa à medida que a intriga se torna mais empolgante. A recriação do tempo histórico é minuciosa e brilhante e tem tudo para captar o interesse do leitor.Tem tudo para captar o interesse do leitor... E, de facto, capta!Já não me lembro da última vez que li um livro com este nível de complexidade!Este é um thriller histórico que se desenvolve também em função de um drama psicológico, pois as personagens são de facto de um nível de complexidade único. E, mais interessante que tudo isto, é que é baseado em factos verídicos, as personagens são verídicas!A sinopse explica muito. A história é, basicamente, a de uma máquina de xadrez, construída para agradar à Imperatriz, mas que representa várias coisas para cada personagem: para o anão, uma prisão; para o criador, o auge; para o ajudante, uma obrigação; para alguns, perigo e maldição. E portanto, o sucesso da máquina de xadrez depende de quem sabe o seu segredo. No entanto, não só a morte misteriosa da baronesa como a luta de cada personagem vai afectar o seu destino.O que a sinopse não revela é mesmo a complexa teia que se vai desenvolvendo à volta das personagens, numa luta psicológica constante. Elas vêem-se em confrontos com vontades, fé e razão. Esse é, na minha opinião, o grande triunfo do livro.Li e adorei. Aconselho a todos. Vale mesmo a pena ler, éimpressionante e mais do que cativante.Embora, no plano geral, este é apenas mais um thriller. Mas mesmo isso somos capaz de esquecer durante a leitura.

domingo, 14 de agosto de 2011

A canção de Kali


"Robert Luczak, jornalista e editor, é enviado a Calcutá para recuperar um manuscrito de uma raridade incalculável. O seu autor é um obscuro poeta indiano que morreu há quase dez anos. O manuscrito, no entanto, é mais recente, e estranhos rumores dizem que o autor ressuscitou para escrever essa obra.
Aconselhado por um amigo a não aceitar a missão, Robert ignora o aviso e até leva a mulher e a filha recém-nascida. Uma decisão que o irá atormentar para o resto da vida.
Calcutá é um lugar selvagem, agressivo, imundo e infinitamente estranho. Logo que chega Robert é arrastado para as entranhas da cidade e descobre que não é o único a perseguir o valioso manuscrito. O Culto de Kali - uma temível seita que conspira para invocar a Deusa da Morte e libertá-la sobre a Terra - está disposto a tudo para o encontrar: sangue, morte e até sacrifícios humanos.
A Canção de Kali é a história de um homem disposto a ir ao próprio inferno e a arriscar muito mais do que a vida. E você... está pronto para ouvir esta canção?"
Já terminai de ler este livro há dois dias, mas a internet esteve de protesto, pelo que só hoje o consigo comentar.

É uma história diferente, onde o místico e o profano se misturam, onde fantástico e realidade se entrecruzam numa fronteira muito ténue.
Robert Luczak é jornalista e viaja até Calcutá, com a mulher e a filha, para recuperar um manuscrito de um poeta indiano, cujo desaparecimento está envolto em mistério. M. Das, o poeta, está desaparecido há dez anos: para uns está morto, mas para outros ressuscitou para escrever a sua grande obra.
Aquela que parecia uma viagem simples, transforma-se numa vivência dolorosa para Luczak, numa Índia de cultos obscuros, onde se venera Kali, a Deusa da Morte, e se invoca o seu poder através das mais macabras oferendas. O Culto de Kali é uma realidade ou apenas uma encenação?
Gostei da história, mas confesso que esperava mais deste livro. Gostei em especial das descrições de Calcutá, não fantasiadas e que nos dão a conhecer o lado da Índia tão longe do seu colorido e dos seus cheiros maravilhosos. Conhecemos uma Índia de pobreza, de bairros de lata, de sujidade; a Índia escondida dos turistas, mas tão real!

Por outro lado, a personagem de Robert Luczak não me fascinou. Houve momentos em que a considerei demasiado superficial, e confesso, a expressão "miúda" que utiliza quando se dirige à sua mulher parece-me forçada e até irritante.

A história é interessante, marcada pela tensão que se sente desde o início e por um misticismo e cultos que nos deixam a dúvida: será que existem mesmo ou foram apenas uma encenação para que o livro de M. Das fosse recuperado? Os kapalikas veneram mesmo a Deusa Kali ou são apenas um bando de assassinos? M. Das morreu? Quem é o homem, leproso, com quem Robert se encontra? Quais os reais poderes de Kali?

Só ao ler o livro se encontrarão as respostas para estas questões.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O menino do pijama listrado




O que é o horror de uma guerra aos olhos de uma criança? O cenário nazista e o massacre dos judeus já foi muito utilizado nas telas dos cinemas, contudo, a diferença deste filme é que não vemos a guerra através do bravo soldado que dispara dúzias de tiros, nem dos generais e comandantes ditando suas ordens, mas aos olhos de uma criança, que apesar de tentarem explicar o motivo do “ódio ao judeu” não consegue realmente compreender o porquê de tanto ódio. Essa criança é o jovem garoto de 8 anos chamado Bruno (Asa Butterfield – novato no cinema, mas sua atuação é comovente e impressionante) que precisa deixar seus amigos da cidade e acompanhar ao pai soldado, maior orgulho, que foi promovido e precisa ir morar no campo. Lá, sozinho e tedioso, descobre que mora ao lado de uma “fazenda” que tem “moradores” estranhos, porque eles vivem vestidos de “pijamas”, e pela sua inocência se pergunta: Por que ainda estão de pijamas no meio do dia?

A partir da curiosidade ele conhece Shmuel (Jack Scanlon) e nasce uma amizade. Entre os furtos de comida para o novo amigo e suas conversas, Bruno começa a tentar entender os acontecimentos ao redor dele e com seu novo amigo. Apesar de se esforçar, não compreende o motivo das grades, dos “pijamas” e do ódio. Mas, como toda criança, a fé de sua inocência consegue manter a visão pura dos acontecimentos, confirmados na frase de Bruno: “Não se preocupe, Shmuel, logo os dois lados vão se entender e vamos poder brincar sem grades!”

Um filme bonito, emocionante, que faz refletir mais uma vez sobre a insensatez que as ações de um regime pode causar, não só no país, mas na célula fundamental que é a família.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Cura de Schopenhauer


A minha admiração aumenta a cada livro que leio de Irvin D. Yalom. Provavelmente por reunir três das minhas paixões: literatura, filosofia e psicologia. ;)O romance possui uma dinâmica interessante: alterna entre duas histórias distintas. A primeira é de um grupo de terapia, alma deste livro, e a segunda desenrola-se em torno da vida e obra de Arthur Schopenhauer."Viver é sofrer". Para Schopenhauer, filósofo do Séc. XIX, os relacionamentos e os desejos apenas conduzem à dor e ao tédio. A salvação para o sofrimento humano, causado pela existência, é renunciar ao mundo, tornando-se assim verdadeiramente livre.Para Julius Hertzfeld, psiquiatra de renome e acérrimo defensor do conceito da terapia em grupo, a salvação só é atingida quando se constroem relacionamentos sólidos, baseados no amor e na compreensão das diferenças e limites de cada um.A Cura de Schopenhauer é o relato comovente de personagens demasiadamente humanos, que no embate emocionante entre pacientes e terapeuta, desnudam suas mentes e seus corações, tornando-se mais reais do que a própria realidade.
Amor, sexo, separação, perda, vida, dor, morte, filosofias orientais, psicoterapias e terapias alternativas, dinheiro, poder, ou seja, todos os grandes temas de hoje e de sempre passam pelo perspicaz olhar de Yalom que, se não está escrevendo algumas das principais páginas da literatura universal, retrata como poucos a essência da alma do homem contemporâneo.

domingo, 7 de agosto de 2011

O Velho que lia Romances de Amor


Luis Sepúlveda, através das suas férteis descrições, povoa a nossa imaginação com imagens coloridas e surreais da Amazónia e seu povo autóctone. Através das suas palavras sentimo-nos parte integrante de um inebriante poema visual onde a beleza do mundo natural ocupa um lugar destacado.
Entre a figura de José Bolívar, fio condutor desta narrativa, e uma onça selvagem, surgem um paralelismo e um entendimento mútuo, apenas explicáveis como reacção a uma bárbara intromissão dos " gringos " nos seus respectivos habitats.
Assim, Bolívar refugia-se nos Romances de Amor, cujas belas histórias que o levam a imaginar e viajar pelo mundo inteiro, fazem-no também esquecer, ainda que de forma fugaz, toda a selvajaria da civilização humana.

sábado, 6 de agosto de 2011

Ricky

Ricky“Ricky” é um filme que mescla temas de cunho social com uma bela história digna dos clássicos contos de fada.

Falar muito sobre a trama estragaria a fantástica surpresa que o cineasta francês François Ozon guardou para seu público. O que posso adiantar é que não poderia haver nascido um bebê mais especial que Ricky! Katie (vivida por Alexandra Lamy) e sua filha de sete anos Lisa (Melusine Mayance) possuem uma bela relação de cumplicidade, que a câmera de Ozon transmite com rara beleza sutil nos seus minutos iniciais. Quando o seu colega de trabalho na fábrica, o espanhol Paco (Sergi Lopez) inicia uma relação com Katie, desperta desconfiança na criança prematuramente madura. Desta relação nasce Ricky, que cedo começa a apresentar hematomas em suas costas, fazendo crescer a desconfiança da mãe com relação à índole do pai. Estaria ele batendo em seu filho? Seria a irmã mais velha, procurando atenção? A resposta dada pelo cineasta é uma bela surpresa que ofusca as pequenas falhas da obra em sua hora final, com direito inclusive a um toque final que nos remete aos piores elementos nas obras de Spielberg.

Um homem invictus


Nelson Mandela é um homem que não foi derrotado; é um homem invicto. Após quase 30 anos na prisão sob a linha segregacionista do regime apartheid, Mandela saiu da cela prisional para o salão presidencial. Com o poder nas mãos, ele tinha tudo para encarnar os temores de uma grande parcela dos brancos da sociedade sul-africana: vingança, revanchismo, ajuste de contas. Com o poder nas mãos, ele tinha tudo para incorporar as expectativas de uma grande parcela dos negros sul-africanos: idem, idem, idem. Mandela, porém, superou os preconceitos e medos de todos os lados ao propor a construção de uma nova sociedade baseada na reconciliação. Para tanto, duas decisões foram significativas. Primeiro, a realização do chamado “Comissão da Verdade e da Reconciliação”. Em vez de estimular uma caça aos promotores sanguinolentos do apartheid ou conduzir uma anistia ampla e irrestrita apenas como forma de esquecimento dos horrores da segregação racial, aquele tribunal colocava cara a cara ofensores e ofendidos. Como uma espécie de tribunal moral, ali começava o processo de pacificação sem o qual o país mergulharia na vingança sem fim.

A outra forma de reagregar o país dividido foi a decisão de Mandela de incentivar a conquista da Copa do Mundo de rugby pela seleção sul-africana, no ano em que a sede do evento seria a África do Sul. A divisão racial tinha levado os negros a identificar a seleção nacional como um símbolo da supremacia branca, o que os fazia torcer sempre pelo adversário em campo.

Uma história dessas não poderia deixar de virar filme. E no filme chamado Invictus, de Clint Eastwood, conta-se como Mandela planejou a nova sociedade sul-africana, dentre outras formas, usando o esporte como elemento unificador. Numa cena marcante, os jogadores da seleção sul-africana visitam o lugar onde Mandela esteve preso. Ali, o capitão da equipe se pergunta, Como alguém passa tanto tempo na prisão e ainda sai disposto a perdoar todo mundo?

A reconciliação foi uma escolha racional de Mandela. Na cela apertada, seu espírito voava. E ali, ele decidia ser o senhor do seu destino. Costumamos desresponsabilizar o indivíduo e criminalizar a sociedade. Claro que as estruturas sociais deixam poucas opções ao sujeito discriminado e marginalizado social e economicamente. Mas ainda há chances de escolhas e a consequência delas não pode ser creditada unicamente ao presidente, ao delegado, ao pastor, aos amigos, ao diabo.

Mandela, representado com a dignidade principesca do ator Morgan Freeman, recitava para si, na prisão: “Eu sou o senhor do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Em diversas oportunidades, nossas escolhas revelam o que queremos ser e o que devemos fazer. E até onde estamos dispostos a ir por nossos propósitos e princípios.

No país que esperava vingança, ele dava o exemplo de justiça. Embora tivesse defendido o enfrentamento armado durante parte de sua vida de luta contra o regime opressor, ele não foi derrotado pelas algemas do apartheid nem pelo revanchismo nos tempos da cólera racial. Por isso, tornou-se um homem invicto.

Respondendo à pergunta, Como alguém passa 27 anos na prisão e sai disposto a perdoar?

É que, em tempos de ódio e intolerância, não há gesto mais revolucionário que o perdão.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Segredo de Milton

O livro O Segredo de Milton é destinado às crianças e jovens, e a temática é a mesma dos best sellers de Eckhart Tolle. Em linguagem fácil e compreensivel, a obra ensina às crianças a não terem medo do futuro e nem se ‘apegarem’ demasiado ao passado.Uma mensagem que acalma os corações dos miúdos, por vezes tão atormentados com coisas banais e sem jeito nenhum.A história fala sobre Milton um miúdo muito feliz que um dia após ser magoado por um colega de escola, começa a ficar triste e sem vontade para fazer as coisas que ele tanto gosta. O avô de Milton ensina-lhe então como chegar a um lugar de calma e tranqulidade, este lugar se chama ‘Agora’….Um excelente livro que pode ensinar as crianças a aprender controlar os seus medos e anseios. Afinal o ontem já passou e o amanhã ainda está por vir...Uma lição fantástica também para os graúdos! Quem sabe hoje poderemos evitar sofrer por coisas insignificantes, ou deixar de nos preocupar com algo que pode nem acontecer!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Testemunho para salvar casamentos


Quando um casamento vai mal, não faltam sugestões para salvá-lo: melhorar a comunicação; caprichar no romantismo; fazer um cruzeiro; dar pequenos presentes e demonstrações de afeto; etc. Tudo isso tem o seu lugar, mas a proposta do filme “A Janela” talvez seja a última em que alguém pensaria: testemunhe de Jesus para melhorar a vida conjugal. Isso mesmo. O filme, cujo roteiro é do pastor e evangelista Alejandro Bullón, foi produzido nos Estados Unidos, dublado em português, e tem duração de 28 minutos. Apesar de pequeno e singelo, traz uma mensagem poderosa e necessária.

Roberto e Júlia são recém-convertidos ao adventismo e resolvem orar por e fazer amizade com os vizinhos Francisco e Rosa, sem saber que o casal enfrenta o drama da perda do filho, morto por afogamento. Com o tempo, uma amizade genuína se forma entre eles e, consequentemente, de maneira natural, Deus é apresentado como a solução para os problemas e a desesperança.

Segundo o pastor e conselheiro familiar Marcos Faiock Bomfim, “a história é excelente para ilustrar o fato de que muitos casais conseguem enriquecer o casamento justamente quando tiram o foco apenas da própria relação e começam a trabalhar juntos por outras pessoas ou famílias. É só quando procuram trabalhar juntos, em parceria com Deus pela salvação de outras pessoas, que alguns se dão conta de sua falta de amor. E é quando pedem esse amor para auxiliar outras pessoas, que sua própria relação é abençoada”.

O filme pode ser muito útil para quem trabalha com famílias e deseja mostrar essa realidade, levando os casais a formar Duplas Missionárias de Casais para trabalhar por outras pessoas ou famílias.

O filme pode ser adquirido diretamente através do departamento de Ministério Pessoal (MIPES) da Associação da Igreja Adventista de sua região.