segunda-feira, 30 de abril de 2012
A PUPILA DO ZERO
domingo, 29 de abril de 2012
BORGES A CONTRALUZ
sábado, 28 de abril de 2012
BORGES EM-E-SOBRE CINEMA
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O MAR QUE A NOITE ESCONDE
quinta-feira, 26 de abril de 2012
MEMÓRIAS
quarta-feira, 25 de abril de 2012
METAFORMOSE
terça-feira, 24 de abril de 2012
MEU BIMBIM
segunda-feira, 23 de abril de 2012
MUSA ADOLESCENTE
Romance múltiplo, explora diversos caminhos, numa atitude literária que abre sendas, multiplicando as armadilhas; uma literatura inquietante, que busca uma cumplicidade inteligente com o leitor
domingo, 22 de abril de 2012
NA ESTRADA
sábado, 21 de abril de 2012
NIEMEYER, UM ROMANCE
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
HERCULES PASTICHE
quarta-feira, 18 de abril de 2012
HISTORIA NATURAL DA DITADURA
terça-feira, 17 de abril de 2012
INQUILINA DO INTERVALO
segunda-feira, 16 de abril de 2012
JARDIM ZOOLÓGICO
domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
A LUNETA MÁGICA
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O MAL ABSOLUTO
quinta-feira, 12 de abril de 2012
POEMAS E FRAGMENTOS
quarta-feira, 11 de abril de 2012
MAR PARAGUAY0
terça-feira, 10 de abril de 2012
VODU URBANO
segunda-feira, 9 de abril de 2012
WASABI
domingo, 8 de abril de 2012
OS INFORTÚNIOS DA VIRTUDE
Justine e Juliette representam os dois extremos complementares dessa narrativa dialógica na qual os poderes do vício triunfam e as fraquezas da virtude sucumbem inexoravelmente, como se a natureza, a grande-Mãe, inspirasse toda a narrativa, de forma retumbante, arrebatando das mãos os raios da Divina Providência para atirá-los contra os pobres infortunados. Eis a tônica: todo virtuoso é infeliz. Assim, a pobre heroína peregrina pela França, de cantão em cantão, sem renunciar a sua fé,sem descrer nos poderes absolutos e salvadores da religião, seus asseclas e santos.
Ela cai e se levanta, inabalável, a cada ultraje, a cada infâmia, encarnando a última das heroínas virtuosas. Justine, dir-se-ia, só existe para ser aviltada, molestada, profanada. Por isso tem “vida longa”, por isso resiste, resiste... eterna sobrevivente dos dispositivos de destruição da literatura sadiana.
No entanto, são esses “tropeços”, essas “ciladas”, cartas marcadas de uma estratégia romanesca originalíssima: há que se importunar e espezinhar a virtude, pois, caso ela triunfe sempre, o romance perde o interesse. A vida tem de ser mostrada como ela é: dura e cruel.
A tese que Sade sustenta é que a virtude exprime melhor seu sentido se for “atormentada pelo vício”.
No entanto, tal subterfúgio serve de tacape para uma empreitada maior: a paródia do gênero sentimental que faz detonar os poderes da corrupção e do vício, os únicos que, segundo seu autor, estão de acordo com as “verdadeiras intenções da natureza”.
Nessa medida (ou desmedida), Justine pode ser considerada a última das heroínas virtuosas do século XVIII, que, com efeito, decreta a morte do gênero sentimental, tão difundido nesta época por autores como Richardson, Prévost e Rousseau.
Sade escreve à contracorrente ou à contraluz desses autores, atirando no fundo do poço e sepultando de vez as esperanças do homem no homem.
sábado, 7 de abril de 2012
para ler finnegans wake de james joyce SEGUIDO DE ANNA LIVIA PLURABELLE
Após um estudo cuidadoso de Finnegans Wake, de seus habitantes, de sua estrutura, de seus procedimentos e de suas fontes, empreendido na Irlanda e no Brasil, onde a autora teve ocasião de percorrer a galeria de traduções “masculinas”, entre as quais se salientam as dos irmãos Campos (em fragmentos) e de Donaldo Schüler (in toto),
ela propõe aqui uma tradução feminina (a sua própria), escolhendo o capítulo VIII, “Anna Livia Plurabelle”, como um dos exemplos máximos, no dizer dos críticos e do próprio autor, da inovadora linguagem joyceana.
Os leitores participarão da aventura de ver aqui, arguto e inteligível, um texto que já foi considerado aparentemente “em grande parte ilegível” (Seamus Deane), não apenas entendido como performance (John Cage e Michel Butor), mas “poroso à leitura por qualquer das partes pelas quais se procure assediá-lo”( Haroldo de Campos), e capaz de permitir que eles , os leitores, lhe recomponham o sentido segundo seu próprio grau de aproximação, suas referências, sua riqueza de fabulação.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Da clausura do fora ao fora da clausura
Foucault mostrou que enquanto a sociedade enclausurava os ditos “loucos”, paralelamente, segundo um registro e um ritmo próprios, a filosofia excluía de seu domínio uma dimensão desarrazoada com a qual mantivera, outrora, uma enigmática vizinhança.
Peter Pál Pelbart acompanha e aprofunda essa intuição foucaultiana, e a prolonga na direção de nossa atualidade. Percorrendo autores como Kafka, Artaud, Blanchot, Barthes, Serres, Lacan, Derrida, e sobretudo Deleuze, o autor traça uma linha ziguezagueante no pensamento contemporâneo. Não se trata de estetizar a loucura, ignomínia frequente, muito menos de fazer a abominável apologia da irracionalidade. O desafio consiste, ao contrário, em sondar algumas potências do pensamento e da vida, em domínios diversos, que extrapolam a clausura que a racionalidade ocidental, em sintonia com a racionalidade psiquiátrica, reservaram a uma experiência da diferença.
De Platão a Hegel, passando por Descartes ou Kant, não faltam deslocamentos na relação que a filosofia entretém com a desrazão. Porém de Nietzsche a Deleuze, e para além dele, um novo diálogo parece possível, com o risco de que o próprio pensamento se ponha em xeque, chegue a seu limite, ou soçobre no silêncio. É a isso que Foucault chamou, inspirado em Blanchot, de “pensamento do fora”. Um dos desafios aqui presentes é explorar as possibilidades incertas de um tal vetor.
Num momento em que o capitalismo abraçou a totalidade do planeta, transformando-o numa mesmice intolerável, o interesse de um pensamento da exterioridade pode recobrar sua relevância. Assim, as questões que esse livro levanta, a partir de conceitos e noções provenientes do campo da filosofia ou da literatura, ganham uma dimensão política inesperada.
Por exemplo: o que resta da exterioridade que antes loucos, poetas e revolucionários encarnavam de modo privilegiado? Para onde foi a potência de desterritorialização de que eram portadores exclusivos? Como se alterou essa singular geografia do pensamento? A que ponto se redesenhou a fronteira entre loucura e desrazão, entre a vida vivida e o invivível da vida, no domínio individual, coletivo, molecular ou molar, filosófico ou existencial?
Nada há neste livro que não esteja à espreita em cada vida, por mais ordinária que pareça: a suspeita de que margeamos um abismo, de que o bom senso ou a racionalidade são fortalezas frágeis que não nos protegem das invasões bárbaras, a começar por aquelas que nos habitam – ideias nômades, velocidades inauditas, desfalecimentos, paixões de abolição, linhas de vida e de morte.
Da Clausura do Fora ao Fora da Clausura: Loucura e Desrazão não pretende apresentar uma doutrina sobre a loucura, mas convida o pensamento a uma relação outra com a desrazão. Na interface entre a filosofia, a clínica, a estética, a etnologia, esse texto pode ser lido como a exploração, ora poética ora conceitual, de uma virtualidade que nos rodeia ou habita, à nossa revelia.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
tragédias
De Ésquilo (525-455 a.C.), considerado o criador da tragédia, temos hoje a trilogia Orestéia e mais estas quatro tragédias aqui apresentadas no estudo e na tradução. Todas elas têm em comum a reflexão sobre os limites inerentes a todo exercício de poder e sobre o caráter inelutável da justiça divina.
Os persas (472 a.C) descreve um fato político recente, a inesperada derrota dos persas na batalha naval de Salamina, após terem invadido a Grécia e capturado Atenas. A derrota de Xerxes, prenunciada por pressentimentos do coro e por sonho e auspício da rainha mãe de Xerxes, mostra como o Nume intervém no curso dos acontecimentos, e assim opera a justiça divina. Em Os sete contra Tebas (467 a.C.), a rixa dos irmãos inimigos, filhos do rei Édipo e da rainha Clitemnestra, não se resolve nem quando, após a batalha, eles estão mortos e a cidade está salva e em paz, pois renasce no interior da família, entre a irmã e o tio dos príncipes mortos. Neste drama, a Deusa Éris (“Rixa”), filha da Noite imortal, também se chama Erínis (“Fúria”), por ser a face sombria de Justiça, filha de Zeus.
As Suplicantes (463 a. C.) mostra o uso que um grupo de desvalidos exilados faz da coercitiva força do rito da súplica, e assim também os conflituosos limites que se configuram quando esse grupo de suplicantes obtém o suplicado asilo político.
Prometeu cadeeiro (479 a.C.) põe em cena os Deuses Krátos (“Poder”) e Bía (“Violência”), servos de Zeus, e o Titã Prometeu, inimigo de Zeus. O sentido mitológico das filhas do rio Oceano dá ao mitologema de Prometeu o sentido universal e fundamental, explorado pela reflexão sobre o exercício do poder, neste drama de Deuses e Titãs.
A tradução, em versos livres, aspira a reproduzir não somente a clareza e simplicidade própria do estilo oracular de Ésquilo, mas também a dinâmica própria deste pensamento para o qual a verdade, assim como a justiça e a presença dos Deuses, é um aspecto inelutável do mundo.
Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega na Universidade de São Paulo, publicou O Sentido de Zeus. O Mito do Mundo e o Modo Mítico de Ser no Mundo (São Paulo, Roswitha Kempf, 1988/Iluminuras, 1996), HESÍODO – Teogonia (São Paulo, Roswitha Kempf, 1981/Iluminuras, 2006, 6. ed.), ÉSQUILO – Oresteia (Agamêmnon, Coéforas, Eumênides. São Paulo, Iluminuras/Fapesp, 2004, 3 v.), ÉSQUILO – Prometeu Prisioneiro (São Paulo, Roswitha Kempf, 1985), EURÍPIDES – Medeia (São Paulo, Hucitec, 1991), EURÍPIDES – Bacas (São Paulo, Hucitec, 1995), além de artigos sobre literatura grega clássica em livros, revistas e periódicos especializados.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
CARTAS / LETTRES
terça-feira, 3 de abril de 2012
CALENTURA
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O CÉU NU E A BIRUTA
domingo, 1 de abril de 2012
CONTOS DA CAROCHINHA P/ GENTE
Coletânea de contos em que a autora enaltece as qualidades do que é simples, reflete sobre os valores da vida e a importância das coisas.
Assinar:
Comentários (Atom)