segunda-feira, 30 de abril de 2012

A PUPILA DO ZERO


Oliverio Girondo é considerado o maior poeta argentino do século XX ao lado de Jorge Luis Borges. A pupila do zero é a primeira tradução do livro En la masmédula (1954) para outro idioma. Poema vanguardista por excelência, a dificuldade de tradução impediu que se conhecesse esse extraordinário poeta. Acompanham a edição textos de Régis Bonvicino, Jorge Schwartz e Raul Antelo

domingo, 29 de abril de 2012

BORGES A CONTRALUZ


Estela Canto, que manteve amizade com Borges até o final da vida dele, conta-nos a partir dessa correspondência, sua relação com o escritor e nos revela algumas das chaves de sua personalidade, em relação à família e ao grupo que os rodeava em Buenos Aires: Bioy Casares, Silvina e Victoria Ocampo, José Bianco e outros. E nos revela cartas de amor e comentários sobre o livro Aleph.

sábado, 28 de abril de 2012

BORGES EM-E-SOBRE CINEMA


A relação de Borges com o cinema foi tão labiríntica e inesperada quanto a de suas personagens com o tempo. Esse livro propõe um inventário, necessariamente provisório, de seus numerosos e contraditórios aspectos. Seu centro são os artigos que Borges publicou entre 1931 e 1944 na revista Sur sobre filmes particulares e diferentes aspectos da linguagem cinematográfica reunidos pela primeira vez em livro pelo cineasta e escritor Edgardo Cozarinsky

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O MAR QUE A NOITE ESCONDE


Coletânea de oito contos do autor, que tem agradado ao público e à crítica com sua aguçada vocação para colorista e humor sutil. Dono de uma narrativa em que o familiar se torna estranho e vice versa, aproxima o leitor e o desarma, para enredá-lo em suas certezas e surpreendê-lo em seu próprio emaranhado.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MEMÓRIAS


“(...) Escritas entre 1890 e 1899, portanto nos anos que antecederam sua morte, e sem ter sofrido uma revisão final pelo autor, suas páginas parecem, às vezes, anotações de diário, daquelas que guardam o frescor das experiências e do impacto por elas causado. (...)”

quarta-feira, 25 de abril de 2012

METAFORMOSE


“Nas águas de Narciso os olhos dos deuses que viraram lendas. Coisa boa a ser vista com esse sabor de Catatau. (...) Por isso não confundir com Ovídio, não é metamorfose, é metaformose, a outra forma transformada por uma leitura. Uma interpretação ‘através das formas’ numa linguagem que também mudou.”

terça-feira, 24 de abril de 2012

MEU BIMBIM


Reunião de relatos que revelam a saga erótica de uma família bem-dotada. Prêmio Governador do Estado do Paraná.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

MUSA ADOLESCENTE



Romance múltiplo, explora diversos caminhos, numa atitude literária que abre sendas, multiplicando as armadilhas; uma literatura inquietante, que busca uma cumplicidade inteligente com o leitor

domingo, 22 de abril de 2012

NA ESTRADA


“A obra que Maximiano Campos vem escrevendo é cíclica e é uma só, escrita e publicada em partes que, por sua vez, cada uma por si, tem vida própria e independente. O conjunto compõe um vasto mural que ele vem levantando da vida nordestina ou, para ser mais preciso, da vida humana através deste pedaço do mundo que é o Nordeste.”

sábado, 21 de abril de 2012

NIEMEYER, UM ROMANCE


Um biógrafo diletante informa ao narrador que há vinte anos se prepara para escrever sobre Niemeyer. E que, ao se separar de sua mulher, Beatriz B., quase começou o livro ou que, em todo o caso, poderia tê-lo escrito por ocasião da separação. Há, portanto, o narrador, o biógrafo, sua ex-mulher, Niemeyer e um livro a ser escrito. Com esses elementos mínimos, Teixeira Coelho nos dá um romance arrasador sobre a insaciabilidade moderna de biografar e ser biografado e, ao mesmo tempo, um verdadeiro romance urbano brasileiro

quinta-feira, 19 de abril de 2012

HERCULES PASTICHE


Bitmap Nesse seu quarto livro o artista plástico e escritor joga com a novela dos trabalhos de Hércules, criando uma forma especial de livro. Como diz Haroldo de Campos:o Aguiar escritor é uma projeção feliz do Aguiar-pintor-escultor-performista. Tem achados que são peculiares à sua verve multimídia. Tem giros oníricos que brotam, fascinantes, de seu imaginário. Sabe colher o imprevisto e a inovação."

quarta-feira, 18 de abril de 2012

HISTORIA NATURAL DA DITADURA


“(...) História natural da ditadura, como tantos outros textos de Teixeira Coelho, tece uma simultaneidade de sentidos: a ditadura como estado natural; a natureza da ditadura; a inacabada e constante crônica da depravação e cumplicidade com a des/ordem e a repressão, com a mesquinhez e a hipocrisia, para além do ensaio e da encenação do eu, suas páginas incitam a uma reflexão constate. (...)”

terça-feira, 17 de abril de 2012

INQUILINA DO INTERVALO


“O que surpreende de imediato nesse livro é a juventude da voz, infância desabrochando na adolescência, ocupada em crescer, compreender, sentir, confundir-se, perder. (...) Esse tom, ou ressonância, impõe ao texto uma perpétua oscilação, enquanto marca de construção da subjetividade, iluminada de vários focos, fixados numa espécie de árvore do tempo. (...)”

segunda-feira, 16 de abril de 2012

JARDIM ZOOLÓGICO


Wilson Bueno, autor do premiado Mar paraguayo e de Pequeno tratado de brinquedos, ambos editados pela Iluminuras, nos traz aqui sua divertida zoologia fantástica. Na tradição dos bestiários medievais, o autor constrói seu zoológico imaginário com bichos que deslumbraram o leitor com as suas idiossincráticas características. Um livro encantador.

sábado, 14 de abril de 2012

A LUNETA MÁGICA


Por meio de uma prosa amena, o célebre autor de A moreninha constrói em A luneta mágica um enredo empolgante, que substitui o excesso de pieguice característico da primeira obra pelo mistério que prende a leitura, mantendo daquela o mesmo gosto pela descrição de costumes e cenários, que nos remete às origens de nossa formação urbana.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O MAL ABSOLUTO


Nesses onze contos do escritor paraibano Arturo Gouveia, iremos encontrar um narrador sólido, que conhece seu ofício e que, com muito humor e não sem uma boa dose de cinismo, põe a nu nossa história recente.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

POEMAS E FRAGMENTOS


“Instável por definição, o domínio de Eros está fadado à incerteza: sobre cada noite de amor sempre pode pesar a ameaça de ser a última. Daí que a fantasia da permanência ocupe a imaginação dos amantes desde há muito tempo. Ou, ao menos, desde a idade de ouro do lirismo grego, por volta de 600 a.C., quando Safo de Lesbos registrou em versos suas delicadas súplicas para a paixão substituir o tempo. Na brilhante tradução de Joaquim Brasil Fontes podemos finalmente ter acesso aos fragmentos de Safo, que deram origem à poesia amorosa do Ocidente.”

quarta-feira, 11 de abril de 2012

MAR PARAGUAY0


Escrito em portunhol (“um portunhol malhado de guarani”), esse romance, sucesso de crítica, tem um lugar ímpar na literatura brasileira, colocando seu autor na galeria dos grandes inventores da literatura mundial.

terça-feira, 10 de abril de 2012

VODU URBANO


“Assim como Godard diz que faria filmes de ficção que fossem documentários e documentários que fossem como filmes de ficção, Cozarinsky escreve narrativas autobiográficas que são como ensaios, ensaios que são como narrativas. Vodu urbano é um livro de exilado. A Buenos Aires de Cozarinsky (o passado local) e sua Paris (o presente cosmopolita) são, ambas, capitais de uma nostalgia ao mesmo tempo retroativa e percebida. O vodu do escritor conjura o passado para exacerbar os desejos não acalmados e também para exorcizá-los.”

segunda-feira, 9 de abril de 2012

WASABI


Viagem alucinada e cruzamento de gêneros, Wasabi é uma narrativa de amor e de aventuras improváveis; mas também uma parábola perfeita da difícil chegada de um homem à maturidade. “O surgimento de Alan Pauls é a melhor coisa que poderia ter acontecido à literatura argentina desde a estréia de Manuel Puig.”

domingo, 8 de abril de 2012

OS INFORTÚNIOS DA VIRTUDE


Em 1787, às vésperas da Revolução Francesa, Sade, sofrendo de uma infecção nos olhos, escreve em apenas duas semanas Os infortúnios da virtude, obra inaugural da grande saga das irmãs Justine e Juliette, a heroína virtuosa e a libertina perversa, uma trilhando as veredas do bem, a outra as do vício e da crueldade, enfim, as personagens-síntese da simetria perfeita do sistema sadiano. Uma não existe sem a outra, assim como um libertino não faz sentido neste universo radical e assustador sem a vítima que lhe serve de objeto de deboche e contraponto tipológico no exercício da perversidade.

Justine e Juliette representam os dois extremos complementares dessa narrativa dialógica na qual os poderes do vício triunfam e as fraquezas da virtude sucumbem inexoravelmente, como se a natureza, a grande-Mãe, inspirasse toda a narrativa, de forma retumbante, arrebatando das mãos os raios da Divina Providência para atirá-los contra os pobres infortunados. Eis a tônica: todo virtuoso é infeliz. Assim, a pobre heroína peregrina pela França, de cantão em cantão, sem renunciar a sua fé,sem descrer nos poderes absolutos e salvadores da religião, seus asseclas e santos.

Ela cai e se levanta, inabalável, a cada ultraje, a cada infâmia, encarnando a última das heroínas virtuosas. Justine, dir-se-ia, só existe para ser aviltada, molestada, profanada. Por isso tem “vida longa”, por isso resiste, resiste... eterna sobrevivente dos dispositivos de destruição da literatura sadiana.

No entanto, são esses “tropeços”, essas “ciladas”, cartas marcadas de uma estratégia romanesca originalíssima: há que se importunar e espezinhar a virtude, pois, caso ela triunfe sempre, o romance perde o interesse. A vida tem de ser mostrada como ela é: dura e cruel.

A tese que Sade sustenta é que a virtude exprime melhor seu sentido se for “atormentada pelo vício”.

No entanto, tal subterfúgio serve de tacape para uma empreitada maior: a paródia do gênero sentimental que faz detonar os poderes da corrupção e do vício, os únicos que, segundo seu autor, estão de acordo com as “verdadeiras intenções da natureza”.
Nessa medida (ou desmedida), Justine pode ser considerada a última das heroínas virtuosas do século XVIII, que, com efeito, decreta a morte do gênero sentimental, tão difundido nesta época por autores como Richardson, Prévost e Rousseau.

Sade escreve à contracorrente ou à contraluz desses autores, atirando no fundo do poço e sepultando de vez as esperanças do homem no homem.

sábado, 7 de abril de 2012

para ler finnegans wake de james joyce SEGUIDO DE ANNA LIVIA PLURABELLE


Apesar de o famoso autor de Ulisses e de Finnegans Wake, o escritor irlandês James Joyce (1882-1942), ter sido lembrado, entre outras, por frases de impacto como “ eu odeio mulheres que não sabem nada”, ele pode ser visto hoje, numa análise atenta e sensível como a que faz Dirce Waltrick do Amarante neste livro, como um valioso aliado do feminismo. Isso, não apenas pela subversão das convenções sociais e literárias que imprimiu a suas obras, mas pelo próprio discurso de suas grandes protagonistas femininas. Tanto a Molly Bloom de Ulisses (1922) quanto a Anna Livia Plurabelle de Finnegans Wake (1939), com sua fala fluida e apaixonada, fazem troça da escrita masculina “ truncada, meditada, contida”, que “ tenta laçar a libido feminina” e controlá-la, na tentativa constante de manter uma autoridade que tem muito, numa visada mais ampla, do patriarcal e do colonizador.Anna Livia é, neste romance, a figura feminina geradora de vida, emblematicamente a própria nação irlandesa, o rio Liffey que atravessa Dublin e a união de todos os rios (e de todos os tipos de mulher), que irá velar/despertar ( proteger e conservar) o herói HCE (Humphrey Chimpden Earwicker, Here Comes Everybody etc.) e a própria cultura “masculina”.

Após um estudo cuidadoso de Finnegans Wake, de seus habitantes, de sua estrutura, de seus procedimentos e de suas fontes, empreendido na Irlanda e no Brasil, onde a autora teve ocasião de percorrer a galeria de traduções “masculinas”, entre as quais se salientam as dos irmãos Campos (em fragmentos) e de Donaldo Schüler (in toto),

ela propõe aqui uma tradução feminina (a sua própria), escolhendo o capítulo VIII, “Anna Livia Plurabelle”, como um dos exemplos máximos, no dizer dos críticos e do próprio autor, da inovadora linguagem joyceana.

Os leitores participarão da aventura de ver aqui, arguto e inteligível, um texto que já foi considerado aparentemente “em grande parte ilegível” (Seamus Deane), não apenas entendido como performance (John Cage e Michel Butor), mas “poroso à leitura por qualquer das partes pelas quais se procure assediá-lo”( Haroldo de Campos), e capaz de permitir que eles , os leitores, lhe recomponham o sentido segundo seu próprio grau de aproximação, suas referências, sua riqueza de fabulação.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Da clausura do fora ao fora da clausura


O que é um pensamento “desarrazoado”? No que é ele distinto da loucura dita clínica, ou da sensata racionalidade? Quais experiências, no contexto contemporâneo, atestam a força de uma experiência da desrazão, seja no campo filosófico, poético ou mesmo existencial?

Foucault mostrou que enquanto a sociedade enclausurava os ditos “loucos”, paralelamente, segundo um registro e um ritmo próprios, a filosofia excluía de seu domínio uma dimensão desarrazoada com a qual mantivera, outrora, uma enigmática vizinhança.

Peter Pál Pelbart acompanha e aprofunda essa intuição foucaultiana, e a prolonga na direção de nossa atualidade. Percorrendo autores como Kafka, Artaud, Blanchot, Barthes, Serres, Lacan, Derrida, e sobretudo Deleuze, o autor traça uma linha ziguezagueante no pensamento contemporâneo. Não se trata de estetizar a loucura, ignomínia frequente, muito menos de fazer a abominável apologia da irracionalidade. O desafio consiste, ao contrário, em sondar algumas potências do pensamento e da vida, em domínios diversos, que extrapolam a clausura que a racionalidade ocidental, em sintonia com a racionalidade psiquiátrica, reservaram a uma experiência da diferença.

De Platão a Hegel, passando por Descartes ou Kant, não faltam deslocamentos na relação que a filosofia entretém com a desrazão. Porém de Nietzsche a Deleuze, e para além dele, um novo diálogo parece possível, com o risco de que o próprio pensamento se ponha em xeque, chegue a seu limite, ou soçobre no silêncio. É a isso que Foucault chamou, inspirado em Blanchot, de “pensamento do fora”. Um dos desafios aqui presentes é explorar as possibilidades incertas de um tal vetor.

Num momento em que o capitalismo abraçou a totalidade do planeta, transformando-o numa mesmice intolerável, o interesse de um pensamento da exterioridade pode recobrar sua relevância. Assim, as questões que esse livro levanta, a partir de conceitos e noções provenientes do campo da filosofia ou da literatura, ganham uma dimensão política inesperada.

Por exemplo: o que resta da exterioridade que antes loucos, poetas e revolucionários encarnavam de modo privilegiado? Para onde foi a potência de desterritorialização de que eram portadores exclusivos? Como se alterou essa singular geografia do pensamento? A que ponto se redesenhou a fronteira entre loucura e desrazão, entre a vida vivida e o invivível da vida, no domínio individual, coletivo, molecular ou molar, filosófico ou existencial?

Nada há neste livro que não esteja à espreita em cada vida, por mais ordinária que pareça: a suspeita de que margeamos um abismo, de que o bom senso ou a racionalidade são fortalezas frágeis que não nos protegem das invasões bárbaras, a começar por aquelas que nos habitam – ideias nômades, velocidades inauditas, desfalecimentos, paixões de abolição, linhas de vida e de morte.

Da Clausura do Fora ao Fora da Clausura: Loucura e Desrazão não pretende apresentar uma doutrina sobre a loucura, mas convida o pensamento a uma relação outra com a desrazão. Na interface entre a filosofia, a clínica, a estética, a etnologia, esse texto pode ser lido como a exploração, ora poética ora conceitual, de uma virtualidade que nos rodeia ou habita, à nossa revelia.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

tragédias



De Ésquilo (525-455 a.C.), considerado o criador da tragédia, temos hoje a trilogia Orestéia e mais estas quatro tragédias aqui apresentadas no estudo e na tradução. Todas elas têm em comum a reflexão sobre os limites inerentes a todo exercício de poder e sobre o caráter inelutável da justiça divina.

Os persas (472 a.C) descreve um fato político recente, a inesperada derrota dos persas na batalha naval de Salamina, após terem invadido a Grécia e capturado Atenas. A derrota de Xerxes, prenunciada por pressentimentos do coro e por sonho e auspício da rainha mãe de Xerxes, mostra como o Nume intervém no curso dos acontecimentos, e assim opera a justiça divina. Em Os sete contra Tebas (467 a.C.), a rixa dos irmãos inimigos, filhos do rei Édipo e da rainha Clitemnestra, não se resolve nem quando, após a batalha, eles estão mortos e a cidade está salva e em paz, pois renasce no interior da família, entre a irmã e o tio dos príncipes mortos. Neste drama, a Deusa Éris (“Rixa”), filha da Noite imortal, também se chama Erínis (“Fúria”), por ser a face sombria de Justiça, filha de Zeus.

As Suplicantes (463 a. C.) mostra o uso que um grupo de desvalidos exilados faz da coercitiva força do rito da súplica, e assim também os conflituosos limites que se configuram quando esse grupo de suplicantes obtém o suplicado asilo político.

Prometeu cadeeiro (479 a.C.) põe em cena os Deuses Krátos (“Poder”) e Bía (“Violência”), servos de Zeus, e o Titã Prometeu, inimigo de Zeus. O sentido mitológico das filhas do rio Oceano dá ao mitologema de Prometeu o sentido universal e fundamental, explorado pela reflexão sobre o exercício do poder, neste drama de Deuses e Titãs.

A tradução, em versos livres, aspira a reproduzir não somente a clareza e simplicidade própria do estilo oracular de Ésquilo, mas também a dinâmica própria deste pensamento para o qual a verdade, assim como a justiça e a presença dos Deuses, é um aspecto inelutável do mundo.

Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega na Universidade de São Paulo, publicou O Sentido de Zeus. O Mito do Mundo e o Modo Mítico de Ser no Mundo (São Paulo, Roswitha Kempf, 1988/Iluminuras, 1996), HESÍODO – Teogonia (São Paulo, Roswitha Kempf, 1981/Iluminuras, 2006, 6. ed.), ÉSQUILO – Oresteia (Agamêmnon, Coéforas, Eumênides. São Paulo, Iluminuras/Fapesp, 2004, 3 v.), ÉSQUILO – Prometeu Prisioneiro (São Paulo, Roswitha Kempf, 1985), EURÍPIDES – Medeia (São Paulo, Hucitec, 1991), EURÍPIDES – Bacas (São Paulo, Hucitec, 1995), além de artigos sobre literatura grega clássica em livros, revistas e periódicos especializados.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CARTAS / LETTRES


Uma coletânea de cartas de Ignácio de Loyola Brandão, cartas inventadas, recolhidas ou imaginadas ou sugeridas pelos desenhos de Alfredo Aquino, sem relação entre si, mergulham o leitor num mundo desestruturado, que perdeu seus pontos de referência. O leitor é voyeur e cúmplice. As cartas são o veículo ilusório de uma comunicação impossível entre seres que arrastam uma existência desprovida de sentido, sem finalidade, num mundo absurdo. Pouco importa quem está atrás dessas cartas. A soma das frustrações e das experiências de cada um dos autores, como por um processo impressionista traça da humanidade um quadro particularmente sombrio.

terça-feira, 3 de abril de 2012

CALENTURA


Essa novela, baseada na vida do escritor cubano Virgilio Piñera, conta as peripécias e adversidades desse extraordinário escritor. Uma pequena obra-prima!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O CÉU NU E A BIRUTA


Nesses contos o autor leva a extremos a autenticidade verbal da literatura. Envolvimento homossexual, imaginação desenfreada e doses de lirismo mescladas a um tesão do corpo pelo corpo exigem do leitor, como diz Caio Fernando Abreu, “certa coragem e nenhum preconceito”.

domingo, 1 de abril de 2012

CONTOS DA CAROCHINHA P/ GENTE

Coletânea de contos em que a autora enaltece as qualidades do que é simples, reflete sobre os valores da vida e a importância das coisas.