quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Homem ao Lado

O Homem ao Lado
O fato é que “O Homem ao Lado” funcionaria muito melhor como um curta-metragem. Não que assistir a obra em seu formato normal seja cansativo, porém a história simples não se sustenta e o protagonista carece de carisma. Falta brilho, energia e um pouco de ousadia para que o filme sobreviva ao tempo, mesmo assim vale ser assistido pelo menos uma vez.

Visualmente possui muitos méritos, como a interessante e simbólica cena inicial onde vemos uma tela dividida em duas, com uma mostrando a ação pelo ponto de vista do morador e a outra pelo ponto de vista de seu vizinho. A cena mostra um buraco sendo aberto a marretadas em uma parede. O barulho incomoda Leonardo (vivido por Rafael Spregelburd), que transtornado descobre se tratar de uma pequena obra de seu vizinho Victor (Daniel Aráoz) para abrir uma janela que ficará de frente para sua sala de estar. Mesmo ele explicando que o faz para receber um pouco mais de luz do sol em sua casa, o jovem designer se mostra impassível. Se segue deste momento em diante, uma sucessão de situações cômicas (nem todas muito inspiradas) e reutiliza o velho conceito de “opostos que se atraem”. Enquanto Leonardo se mostra a princípio muito sistemático e bem sucedido, seu vizinho aparenta ser grosseiro e cruel. Como se é esperado, com o tempo ambos vão se surpreendendo com suas verdadeiras personalidades, ao cair das máscaras.

Sem querer estragar as minguadas surpresas, basta dizer que é um filme gostoso de assistir, porém que muito provavelmente irá se desvanecer de sua mente logo após o término.

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