Alguns diretores cometem o pecado de achar que basta uma edição frenética, uma câmera nervosa e alguns filtros de luz para conseguir fazer um bom filme. Mas a história é bem outra. Mesmo com o avanço da tecnologia o que ainda faz um bom filme é uma direção segura e sensível, um ótimo roteiro, e sim, boas atuações. Infelizmente o diretor Edu Felistoque resolveu seguir pela primeira opção ao produzir seu mais novo filme, Inversão, esquecendo o básico e exagerando nas tintas.
Juliana (Marisol Ribeiro) é uma delegada recém-formada, pressionada até o máximo de seu limite para resolver o desaparecimento do empresário Mendonça (Tadeu di Pietro), sequestrado por um bando de criminosos, capitaneado pela bela e insensível Milla (Giselle Itiê). Mergulhada num universo machista, Juliana terá de descer ao mais profundo submundo do crime para manter seu emprego, ou enlouquecer tentando.
Cortes abruptos e constantes além da conta, câmera sempre tremida e desfocada atrapalham mais do que ajudam a contar essa história que em seu contexto geral soa repetitiva sob vários aspectos e em primeiro momento lembra tanto e tantos vídeos clipes do top 10 da MTV.
Nessa produção que não se define entre ser um filme policial ou político e a tônica é o exagero técnico, pouco pode se esperar das atuações, que seguem o lema da direção: mais é menos.
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