quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Poder e a Lei

O Poder e a Lei
Filmes onde advogados, processos e tribunais são os protagonistas de um drama, tornaram-se por vezes um lugar comum em Hollywood sem muito empolgar o público, tendo raras exceções que fogem a regra e entregam um trhriller impecável e boas interpretações. Arrisco dizer que o já longínquo “O Júri” com Gene Hackman foi um dos grandes acertos nessa seara, para citar apenas um. Emoldurado por boas atuações e um roteiro impecável, a trama marcou o gênero de forma positiva. Agora um novo filme utiliza desse mesmo expediente como cenário para contar – ou recontar – uma trama onde juiz, júri, advogados e tramas mirabolantes dão o tom mais uma vez.

O Poder e a Lei, que chega aos cinemas nesta sexta, é bem escorado por seus “idealizadores”. O roteirista John Romano passou um bom tempo como produtor e escritor em Hills Street Blues, LA Law, e Monk, enquanto o diretor Brad Furman se dedicou ao gênero criminal em seu primeiro longa, The Take. Além disso, o filme é baseado no primeiro romance de Michael Connelly, que literalmente reinventou o romance noir de LA. O roteiro adaptado de Romano é o diferencial desse drama de tribunal, onde a história transcorre em ritmo veloz garantindo a atenção do público. Nada de diálogos grandiloqüentes e cansativos. Se você prefere filmes de tribunais onde os diálogos por vezes enfadonhos dominam a trama, fuja desse drama com pitadas de thriller, em doses bem ministradas por Furman, que salva o filme do inevitável déjà vu.

Apesar da boa direção de cena, as atuações não surpreendem. Furman é bom na direção como um todo, mas não consegue manter a sutileza na direção de atores. Todos estão no mesmo nível, com a ótima Marisa Tomei sendo subutilizada. Matthew McConaughey retorna ao gênero que o lançou de forma correta, depois de mergulhar de cabeça em sucessivas comédias românticas insossas e que em nada acrescentaram a sua carreira. Antes apontado como um novo Tom Cruise, Matthew agora talvez possa recolocar sua carreira de volta nos trilhos de onde nunca devia ter saído.

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